Presidente da Alerj, André Ceciliano quer que Polícia Federal investigue grampos

Comissão de Segurança da Casa vai acionar PF, além de Ministério Público do Rio e Ministério Público Federal

Por Maria Luisa de Melo

Presidente da Alerj, André Ceciliano (PT), durante discussão sobre possível grampo dos telefones da Casa
Presidente da Alerj, André Ceciliano (PT), durante discussão sobre possível grampo dos telefones da Casa -

Após pedir explicações, oficialmente, na sexta passada, ao governador Wilson Witzel (PSC) sobre um suposto esquema de grampos que estaria sendo feito contra deputados estaduais, o presidente da Assembleia Legislativa, André Ceciliano (PT), foi além. Ontem, no plenário, ele pediu que a Comissão de Segurança da Casa acione a Polícia Federal, o Ministério Público do Rio (MP-RJ) e o Ministério Público Federal (MPF) para investigar o caso, o que deve ocorrer ainda nesta semana.

Ceciliano também quer que os equipamentos usados pelo governo sejam auditados. "Vou pedir uma auditoria em escutas, guardiões e tudo que esteja no âmbito do governo, para sabermos se tem algum telefone grampeado", disse ele, ao explicar que ouviu do próprio secretário de Desenvolvimento, Lucas Tristão, que, além das escutas, também há dossiês prontos contra parlamentares. "Eu ajudo o governo, mas não vão fazer chantagem".

O assunto provocou bate-boca entre Luiz Paulo Corrêa da Rocha (PSDB), da oposição; e Alexandre Knoploch (PSL), aliado de Witzel. "Sou livre para falar o que eu quiser e abomino usarem esquemas vis de grampo", disparou Luiz Paulo. Ao criticar o fato de assessores fazerem filmagens do púlpito, o que revelaria conversas particulares entre parlamentares, Knoploch reagiu: "A assessora que estava filmando era minha e a regra (sobre assessores parlamentares não poderem subir ao púlpito) precisa valer para todos".

 

Líder do governo Witzel: 'Não há escutas'

Líder do governo Witzel na Alerj, o deputado Márcio Pacheco (PSC) foi o responsável pela defesa do governador, quando o clima esquentou e os parlamentares pediram a palavra para rechaçar o suposto esquema. Após Ceciliano dizer que não aceitava ser chantageado, Pacheco interveio.

"Não há, nem do governador nem do secretário de Governo, escutas ou qualquer ação que venha expor qualquer imagem do parlamento", disse. "Esse é o posicionamento oficial do governador e dos secretários".

Pacheco reagiu também a comentários de que o episódio poderia culminar em pedido de impeachment de Witzel: "Não se pode pautar a Casa baseado no que nem existe, como um pedido de impeachment". 

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