Por O Dia
Nesta sexta-feira, a Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária, Pesca e Abastecimento (Seappa) realiza, no Palácio Guanabara, o I Fórum de Secretários Municipais de Agricultura do Rio de Janeiro. O evento tem como objetivo incentivar a agricultura do estado e promover um debate entre os órgãos do setor. Nele, será assinado o compromisso do estado de cumprir o plano estratégico de suspensão da vacina de febre aftosa até 2021, o que possibilitará aos produtores exportar para países que só compram carne de regiões onde o rebanho não é submetido à vacinação.

"Nossa proposta é promover uma troca de informações e oferecer aos secretários de agricultura as ferramentas para que incentivem o setor agropecuário nos seus municípios. Teremos a participação de diversos órgãos e tenho certeza que muitos sairão desse encontro com novas possibilidades e parcerias" disse o secretário estadual de Agricultura, Marcelo Queiroz.

No evento, a Seappa lançará o Programa Cooperativar, cujo objetivo é oferecer às cooperativas apoio técnico e institucional para sua efetiva regularização e, assim, gerar um aumento na competitividade da agricultura familiar. No ato, será entregue a primeira Declaração de Aptidão do Produtor à Cooperativa Agropecuária de Barra Mansa.

Algumas parcerias de cooperação técnica serão oficializadas no Fórum, entre elas entre a Seappa e a Faerj, de apoio ao Agrofundo, que oferece empréstimos aos produtores a juros baixos; entre a Emater-Rio e o Senar/RJ, para capacitação de servidores; e entre Pesagro-Rio e a Unirio, voltada para a área de segurança alimentar e análise de águas.

Fim da vacinação contra a febre aftosa
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De acordo com o Ministério da Agricultura, o Rio de Janeiro e outros estados devem deixar de vacinar contra a doença. E para alcançar esse status sanitário, o estado deverá cumprir uma série de ações, como barreiras sanitárias, controle das rotas, vigilância específica nas fazendas, entre outros. 

Há duas décadas, a doença foi erradicada no Rio de Janeiro e ao alcançar esse status, o estado poderá alcançar novos mercados consumidores, além de passar a exportar para países que só compram carne de regiões onde o rebanho não é submetido à vacinação. Os produtores também serão beneficiados, pois vão economizar com o manejo do gado, além do custo com as doses que são aplicadas duas vezes ao ano.