Presos envolvidos em ataque que teve 15 tiros disparados contra comerciante de Realengo

Vítima foi atingida na cabeça e outro no tórax durante emboscada armada por amiga

Por RAI AQUINO

Presos estavam em um sítio de Seropédica
Presos estavam em um sítio de Seropédica -
Rio - Policiais da 33ª DP (Realengo) prenderam, nesta quarta-feira, três das cinco pessoas envolvidas em um ataque a tiros a um comerciante do bairro da Zona Oeste do Rio, na noite de 27 de janeiro do ano passado. Na ocasião, Alexandre Vasconcelos de Souza Paes foi alvo de 15 tiros de fuzil, sendo um deles o atingido na cabeça e outro no tórax.
De acordo com o delegado Reginaldo Guilherme, titular da 33ª DP, a emboscada foi armada por Priscila de Oliveira Antônio da Silva, de 33 anos, que contratou dois irmãos (Daniel de Oliveira Antônio, 30, e Lucas de Oliveira Gomes Antônio, 28), um sobrinho (Lucas Guilherme de Oliveira, 21), além de Anderson Nascimento Ramos, conhecido como Mamute, 37, para matar o comerciante. Lucas Guilherme, Lucas de Oliveira e Daniel foram capturados ontem.
"O Alexandre era amigo de Priscila e do pai dela e comprava material de construção na loja que eles mantinham. Em uma ocasião, ele emprestou R$ 10 mil para o pai dela e ela cresceu o olho, pedindo R$ 50 mil. Como o comerciante conhecia os dois há bastante tempo, fez o empréstimo", conta o delegado.
Como Priscila não quis pagar a dívida, tramou contra Alexandre. O ataque contra ele aconteceu na Rua Carlópolis. Mamute é apontado como o responsável por fazer os 15 disparos de fuzil.
"Ela armou uma arapuca para atrair o Alexandre, dizendo que já estava com o dinheiro. Mas não foi isso que aconteceu. Ele foi atacado dentro do carro e se fingiu de morto para que não fosse executado, já que o Mamute ainda foi conferir se ele estava vivo. Eles só deixaram o local quando uma vizinha que viu tudo gritou", Reginaldo detalhou.
VÍTIMA COM SEQUELAS
Os três presos foram encontrados em um sítio de Seropédica, na Região Metropolitana do estado. Contra eles havia mandados de prisão preventiva pela tentativa de homicídio contra o comerciante, que foram expedidos entre janeiro e fevereiro desse ano. Todos estavam sendo monitorados pela polícia, que  descobriu a localização do trio.
"As buscas para a descoberta do paradeiro da Priscila, apontada como mandante do crime, e de Mamute continuam", reforça o delegado.
Alexandre sobreviveu ao atentado depois de ficar cerca de seis meses internado. Após mais de um ano do crime, ele ainda está com várias sequelas, não conseguindo levantar o braço e ficando surdo de um ouvido. O comerciante ainda faz fisioterapia para recuperar totalmente os movimentos do corpo.

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