Coronavírus x gravidez: especialista esclarece dúvidas para gestantes

Segundo George Vaz, ginecologista e especialista de reprodução humana assistida, apesar de tratar-se de um vírus novo e um tanto quanto desconhecido, as recomendações são as mesmas adotadas para o público em geral

Por O Dia

-
Rio - Dados divulgados pelo Ministério da Saúde mostram que os casos confirmados de coronavírus passam de 70 – sendo 13 no município. Gerar uma criança muda o sistema imunológico da mulher e a coloca dentre os grupos com maiores riscos da doença. Segundo George Vaz, ginecologista e especialista de reprodução humana assistida no "Vida – Centro de Fertilidade", apesar de tratar-se de um vírus novo e um tanto quanto desconhecido, as recomendações são as mesmas adotadas para o público em geral.

"Quando uma mulher está grávida, o sistema imunológico sofre uma supressão adaptativa para que o corpo da gestante não rejeite a gravidez. Este comprometimento da imunidade leva as gestantes a estarem mais suscetíveis a infeções e diminui a capacidade do corpo de se defender, aumentado a chance de um desfecho desfavorável. No entanto, trata-se de um vírus novo e não devemos fazer elações precipitadas", disse.

Questionado quanto a relação do contágio com possíveis casos de abortos espontâneos, George informou que infecções e viroses podem ser a causa de abortamento, mas no caso do coronavírus ainda não há informações contundentes. Sobre a questão contágio de recém-nascidos, ele informou que ainda não foi observado transmissão de mãe para feto e que estudos indicam um bom prognóstico.

"Ainda não temos informações robustas pra afirmar que a virulência é baixa ou alta neste grupo (recém-nascidos). Mas os poucos estudos chineses sobre o tema descrevem manifestações clínicas não graves e bom prognóstico materno. No caso dos recém nascidos não foi observado a transmissão da mãe para feto, mas houve um aumento do número partos prematuros", informou.

Recomendações

Para não gerar pânico ou qualquer dúvida, George Vaz listou algumas medidas protetivas para a doença. Confira:
. Lavar frequentemente as mãos (especialmente após contato direto com pessoas doentes ou com o meio ambiente e antes de se alimentar. Se não tiver água e sabão, use álcool em gel 70%, caso as mãos não tenham sujeira visível;

. Higienizar as mãos após tossir ou espirrar;

. Usar lenço descartável para higiene nasal;

. Cobrir nariz e boca ao espirrar ou tossir (etiqueta respiratória);

. Não compartilhar objetos de uso pessoal, como talheres, pratos, copos ou garrafas;

. Manter os ambientes bem ventilados

. Se vacinar para a gripe comum (a vacinação na gestação tem o objetivo de proteger não somente a gestante, mas também o feto).

Comentários