Coronavírus: Governo abre 299 leitos em dez dias

Nesta terça-feira, 180 leitos foram entregues no Hospital Zilda Arns, em Volta Redonda. Hospital Anchieta, no Caju, terá outros 75 leitos para infectados pela Covid-19. Outros 44 leitos já estão disponíveis no Instituto Estadual do Cérebro

Por O Dia

Novos leitos
Novos leitos -
Rio - A Secretaria de Estado de Saúde (SES) inaugurou, nesta terça-feira, 180 novos leitos no Hospital Regional do Médio Paraíba Zilda Arns, em Volta Redonda, no Sul Fluminense, para atender pacientes infectados pelo novo coronavírus (covid-19). Outros 44 já foram disponibilizados no Instituto Estadual do Cérebro (IEC), no Centro do Rio, e mais 75 estarão prontos na próxima semana no Hospital Estadual Anchieta, no Caju, Zona Portuária da capital. Com isso, até o dia 30 deste mês, o Governo do Estado contabiliza 299 leitos abertos em dez dias para tratar os pacientes infectados, por meio de regulação de vagas.
"Estamos conseguindo abrir esses leitos mais rapidamente do que imaginávamos. Isso foi possível porque antecipamos as ações de enfrentamento a covid-19, como, por exemplo, a suspensão das cirurgias eletivas e abertura de unidades que estavam abandonadas", afirmou o governador do Rio, Wilson Witzel.
Além dos 180 leitos no Hospital Regional do Médio Paraíba Zilda Arns, a unidade abrirá mais 29 em uma semana, chegando a 209 no total. Outros leitos ainda serão construídos por meio de estruturas modulares semelhantes às usadas na China, além de hospitais de campanha.
"A busca por leitos e respiradores é incessante. Não estamos medindo esforços para evitar um colapso no sistema público de saúde. Contamos também com o apoio da população para que não saia de casa e que não busque unidades de saúde em casos leves", disse o secretário de Estado de Saúde, Edmar Santos.
Edmar Santos também voltou a falar da importância do apoio do Ministério da Saúde neste momento. "A rede federal tem uma estrutura muito forte aqui no Rio. Há cerca de 950 leitos nesses hospitais que poderiam ser reativados. Essa ajuda seria fundamental", concluiu o secretário. 
"Estamos esperançosos porque a sociedade começou a entender que deve ficar em casa. Nas próximas duas semanas os números de casos confirmados e de óbitos vão crescer, mas, depois disso, se o isolamento domiciliar continuar sendo respeitado, será possível ver o resultado, com menos casos", finalizou.
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