Por Yuri Eiras
Rio - O trabalho dos pesquisadores, epidemiologistas e infectologistas é duplo. Além de estudar e ensinar à população sobre o impacto do novo coronavírus, eles ainda precisam combater as teorias da conspirações que se proliferam nas redes sociais e ganham coro em influenciadores, celebridades e políticos. Os especialistas deixam claro: não é uma gripe qualquer, não atinge apenas os idosos e, definitivamente, não é um vírus criado em laboratórios chineses para quebrar a economia mundial.
"Isso é falso. Lógico que sempre vai existir alguma teoria da conspiração. De fato, a gente não sabe ao certo se essa pandemia começou na China apenas em dezembro. Ela pode ter começado um pouco antes. Mas não existe sentido em dizer que o vírus foi fabricado", esclarece Chrystina Barros, pesquisadora em saúde da UFRJ. "É claro que você tem laboratórios que fazem manipulação de vírus, até para desenvolver vacina, por exemplo. Mas não tem nenhum sentido se fazer esse tipo de arma de destruição em massa porque ela não é uma arma que um país vai produzir para acabar só com o outro país. Não há controle sobre um vírus", completa.
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Transmissão dos morcegos para os humanos
Os especialistas confirmam que alguns estudos apontam que a migração do coronavírus para os humanos se deu através dos morcegos. Mas a hipótese precisa de mais pesquisas, já que a disseminação do vírus é recente. "Óbvio que a ciência quer estudar de onde ele surgiu. Existe um estudo chinês de que no mercado de Wuhan teria começado os primeiros casos e isso estaria associado ao hábito de comer morcego. Pode ter vindo do morcego? Pode. Mas existem milhares de vírus qe vivem isolados em alguns lugares remotos do mundo, no meio de floretas, e na medida e que o homem invade, é claro que a gente está sujeito a descobrir novos vírus", explica Chrystina.
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E o suco de laranja, rico em vitamina C, ajuda a evitar a contaminação pelo vírus? "Ingerir vitamina C faz bem ao organismo. Mas não existe comprovação científica de que a vitamina C impeça que o vírus entre na célula", afirma o médico Emílio Siqueira, professor de pós-graduação da DidáticoTech