Por Jenifer Alves*
Rio - Uma força-tarefa montada pela Polícia Civil do Rio visa desarticular uma quadrilha responsável por diversos sequestros relâmpagos na Zona Oeste do Rio. Até esta terça-feira 26 pessoas já foram presas e uma morreu em confronto com os policiais. Os criminosos desses bandos utilizam máquinas de cartão de crédito para extorquir dinheiro das vítimas, em valores que podem chegar a R$ 100 mil.
A ação conta com a participação das delegacias 6ª DP (Barra da Tijuca), 32ª DP (Taquara), 41ª DP (Tanque) e 42ª DP (Recreio). Dados da investigação apontam que os criminosos responsáveis pelo início dessas ações na região eram de quadrilhas formadas na Cidade de Deus, também na Zona Oeste, e que evoluíram a partir dos grupos criminosos que praticavam crimes conhecidos como saidinhas de banco.
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Segundo o delegado Gustavo Rodrigues, titular da 41ª DP, os bandidos utilizam máquinas de cartão para extrair todo o limite de crédito das vítimas. "Ao invés de sacar de dinheiro, porque há um limite para essa operação em espécie, eles conseguiram através da falta de controle de pagamento dessas maquininhas, extrair o máximo de crédito que a vítima tem", explica.
Os criminosos chegavam a roubar valores entre R$ 70 mil a R$ 100 mil, dependendo do limite das vítimas. Os alvos da quadrilha eram muitas vezes moradores da Barra da Tijuca, por conta do alto valor da conta bancária dos sequestrados.
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O delegado William de Medeiros, titular da 42ª DP, explica que os sequestradores abordavam as vítimas em locais específicos, como estacionamentos de farmácias e mercados. "A partir da abordagem as vítimas são colocadas em uma situação de cárcere dentro do próprio veículo até que consigam fazer saques e compras com os cartões. Sempre usam arma de fogo e a vítima fica em situação de total vulnerabilidade."
Ele explica que, para fazer as compras, os criminosos levam as máquinas de cartão ou vão para o interior da comunidade usar a máquina de alguma pessoa. Segundo o delegado Rodrigues, esse tipo de ação vira uma epidemia até que seja controlada pela polícia. "O foco é a falta de controle dessas máquinas. Estamos atuando na consequência, mas esse tipo de criminoso é facilmente substituído, prendemos um, outros começam", afirmou.
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*Estagiária sob supervisão de Cadu Bruno