Governo trará equipamentos de combate à covid-19 para o município do Rio

Serão 806 respiradores e três milhões de máscaras na carga que chegará ao Rio

Por O Dia , O Dia

Rio - O prefeito do Rio de Janeiro, Marcelo Crivella, anunciou, nesta terça-feira, que o governo federal atendeu o pedido da Prefeitura e mandará aviões à China para buscar as 190 toneladas de equipamentos comprados antes pelo município para o combate ao novo coronavírus, entre os quais 806 respiradores, fundamentais para o socorro de pacientes mais graves da doença. A notícia foi transmitida em telefonema pela manhã do general Braga Netto, ministro-chefe da Casa Civil, ao prefeito Crivella.
"Esse é o equipamento mais procurado do mundo. Estão vindo tomógrafos também, fundamentais para os exames mais importantes no caso do novo coronavírus. Virão também mais carrinhos de anestesia, que podem ser usados como respiradores, raios X digitais, aparelhos de ultrassonografia e de eletrocardiograma. Quero agradecer muito ao presidente Jair Bolsonaro e ao general Braga Netto", disse Crivella.
Segundo Crivella, a busca pelos equipamentos é fundamental para que outros países não peguem a carga. "Os chineses, de quem fizemos a compra, nos disseram que, quando os aviões chegam à Europa e aos Estados Unidos, esse tipo de material fica por lá. Os governos dos países arrestam a carga por necessidade e a gente ia perder tudo. Mas agora todas as 190 toneladas de equipamentos comprados por nós chegarão ao Aeroporto de Guarulhos, em São Paulo, e, de lá, a Prefeitura vai colocá-los em caminhões, que virão para o Rio com o governo federal fazendo a escolta", disse.

Equipamentos chegarão em dois lotes
O primeiro lote, de 111 toneladas, chegará em 27 de abril, incluindo 3 milhões de máscaras, óculos e uma série de itens. A segunda remessa, com cerca de 80 toneladas, chegará em 27 de maio e trará também respiradores mecânicos, entre uma grande quantidade de equipamentos destinados à área da saúde municipal.
Como a aquisição foi feita antes do início da pandemia, as condições de compra foram mais vantajosas, em comparação à realidade atual, em que esses equipamentos estão em falta no mercado mundial. "Tínhamos planejado reaparelhar as nossas unidades de saúde no município e fizemos a compra. Pagamos por respirador 12 mil dólares, cerca de R$ 40 mil. Na ocasião, o dólar estava mais em conta. Hoje, um respirador é vendido por R$ 200 mil, e há um detalhe: paguei em prestações, durante cinco anos, não paguei à vista, como hoje estão praticamente exigindo. Não foi só comprar, mas fazê-lo em uma condição muito boa", afirmou Crivella.
Evitar aglomerações é o mais importante neste momento
Crivella voltou a pedir à população que siga a orientação de ficar em casa e, caso seja necessário sair, que evite aglomerações. "A gente faz o apelo que sempre faz: que as pessoas não façam aglomeração. Classificamos de aglomeração a reunião de duas ou mais pessoas, em uma distância menor de dois metros. O contágio ocorre nesse momento. Na reunião feita ontem com cientistas do Rio de Janeiro, ficou decidido que as medidas de afastamento têm que ser mantidas de forma sagrada", declarou.

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