FRASES BOLSONARO - ARTE O DIA
FRASES BOLSONAROARTE O DIA
Por O Dia

Após Jair Bolsonaro ter sido questionado, na última quarta-feira, na entrada do Palácio da Alvorada, sobre o rápido crescimento no número de mortes no Brasil por conta do novo coronavírus, ele logo rebateu. "Não vão botar no meu colo essa conta", disse, em mais uma demonstração que não tem papas na língua.

O presidente apontou que a culpa do aumento de óbitos é dos prefeitos e governadores, que adotaram medidas de restrição. Entretanto, especialistas garantem que atitudes e falas do presidente contribuem na redução da taxa de isolamento.

Segundo Chrystina Barros, pesquisadora em saúde do CESS/UFRJ, os números de casos e mortes de hoje são reflexo de ações realizadas até 14 dias atrás. E o comportamento da população é reflexo das autoridades. "O péssimo exemplo de lideranças em relação ao distanciamento social e às discussões para reabrir o comércio influencia no relaxamento das pessoas", destaca.

Não por acaso, foi feita recentemente análise da influência das falas de Bolsonaro com a quantidade de mortes após duas semanas. Tudo começou em 15 de março, quando menosprezou o coronavírus dizendo que "em 2009, 2010, teve crise semelhante". Após duas semanas, o Brasil ultrapassou a marca de 100 mortes.

Já no dia 24 de março, Bolsonaro fez um pronunciamento em cadeia nacional e chamou a doença de "gripezinha, resfriadinho". Duas semanas depois, o Brasil superou o número de 500 mortos.

Em 9 de abril, Bolsonaro contrariou as regras de distanciamento social e foi a uma padaria em Brasília. No dia 23, o número de mortes foi superior a 3,3 mil, sendo 407 somente naquele dia.

Bolsonaro também foi a uma manifestação em 19 de abril. Ao ser questionado sobre o número de mortes, disse: "não sou coveiro". Por fim, em 28 de abril, falou sobre óbitos: "E daí? Quer que eu faça o quê? Eu sou Messias, mas não faço milagre".

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