Bilheteria vandalizada em estação de BRT - Divulgação
Bilheteria vandalizada em estação de BRTDivulgação
Por O Dia
Rio - O consórcio BRT realizou um balanço para analisar os casos de furto de equipamentos nas estações durante os meses de março e abril deste ano e o resultado foi desanimador. De acordo com o estudo, casos de furto em março aumentaram 28% e 189% em abril. Já as ocorrências de dano ao patrimônio subiram 12,5% em março e 20% em abril. A data abrange período de isolamento adotado pelo estado como meio de prevenção ao novo coronavírus.

Ao todo, 84 estações do BRT Rio foram alvo de vandalismo nos últimos dois meses. O número de ocorrências chegou a 160. A maior parte destas ações criminosas aconteceu no corredor Transcarioca, com 87 ocorrências. Já nos corredores Transoeste foram 48 e no Transolímpica, 25. Segundo o consórcio, é comum que os criminosos foquem em uma mesma estação praticando furto de cabos elétricos, perfis de alumínio, bebedouros e fitas de led, além de vandalizarem a estrutura do local.

A empresa destacou que os passageiros são os mais prejudicados por esse tipo de ação criminosa, pois quando equipamentos essenciais de uma estação são furtados ou danificados, ela deve ser fechada para que seja feita a manutenção necessária.

Desde fevereiro, PMs do Programa Estadual de Integração de Segurança (Proeis) patrulham estações e terminais do BRT Rio. Nos meses de março e abril 20 pessoas foram presas. O convênio do BRT Rio com o Proeis tem duração de um ano e pode ser renovado após esse prazo.

Além disso, o BRT informou que a segurança nas estações é atribuição do poder público, como é estabelecido em lei e previsto no contrato. As ações dos controladores de estação são de caráter de orientação aos passageiros para as operações do sistema. Ou seja, eles não têm poder de polícia. Coibir transgressões, delitos e crimes de qualquer natureza é atribuição das forças policiais.