Rio já tem 28 mortes de motoristas de ônibus

Comissão de transportes pede higienização de coletivos

Por O Dia

Rio de Janeiro 04/05/2020 - Covid-19 - HEROI DA PANDEMIA - O motorista de onibus Marcos Vinicius. Foto: Luciano Belford/Agencia O Dia
Rio de Janeiro 04/05/2020 - Covid-19 - HEROI DA PANDEMIA - O motorista de onibus Marcos Vinicius. Foto: Luciano Belford/Agencia O Dia -
Rio -  Já chega a 134 infectados e 28 óbitos, o número de motoristas e cobradores atingidos pelo coronavírus na cidade do Rio de Janeiro. A informação foi repassada pelo vice-presidente do Sindicato dos Motorista de Ônibus do Rio (Sintraturb Rio) José Carlos Sacramento à comissão de transportes da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro.
Segundo o vice-presidente do Sintraturb Rio, José Sacramento, o aumento na contaminação dos profissionais da categoria, está ligado à obrigatoriedade das empresas em fazer com que eles trabalhem além das horas determinadas por lei. Isso também é ligado à redução do número de carros rodando nas ruas.
"Para se ter uma ideia, na Ilha do Governador as linhas 934 e 635 (circulares) estão com seu itinerário suspensos; as demais linhas também reduziram o número de carros devido ao coronavírus e suspenderam as linhas circulares de todos os bairros. Isso não acontece apenas naquele bairro", disse.
Após a divulgação dos números, o Presidente da Comissão de Transportes da Alerj, o deputado Dionísio, encaminhou um ofício para a Rio Ônibus e para os secretários municipal e estadual de Transportes. No documento, o parlamentar pediu que fosse informado à comissão, o número de máscaras que foram adquiridas e distribuídas para os profissionais, quantas e quais empresas foram contratadas para realizar o serviço de higienização, se houve licitação, cópia do contrato, qual o produto que está sendo utilizado e se ele é próprio para a desinfecção dos coletivos.
"É lamentável ver que profissionais que desempenham um papel tão importante no transporte da cidade, estejam sendo atingidos pela doença muitas vezes por falta de consciência e ganância das empresas, já que temos relatos de profissionais sendo obrigados a levarem passageiros além do determinado", disse o deputado.
Procurada a Rioônibus ainda não emitiu uma nota sobre o caso.

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