Agentes envolvidos na morte de João Pedro são ouvidos pela polícia

Primo do adolescente conta que três celulares foram levados no dia do assassinato

Por Jenifer Alves*

João Pedro Matos Pinto tem 14 anos
João Pedro Matos Pinto tem 14 anos -
Rio - A Delegacia de Homicídios de Niterói, São Gonçalo e Itaboraí (DHNSGI) informou que o inquérito que apura a morte do adolescente João Pedro Matos Pinto segue em andamento. Até o momento, os policiais que participaram da ação tiveram as armas apreendidas para confronto balístico e prestaram depoimento sobre o caso. Duas testemunhas e um dos pilotos da aeronave também foram ouvidos.
Segundo o primo do adolescente, três celulares foram levados no dia do assassinato de João Pedro: "Devolveram para perícia dois celulares, porém eles pegaram três, o do João o do primo e do amigo", disse o rapaz.
A unidade informou que aguarda os familiares para serem ouvidos na delegacia. Segundo a especializada, os agentes analisam os laudos de perícia do local e de necropsia. Outras diligências estão sendo realizadas para esclarecer o caso.

A Corregedoria Geral da Polícia Civil instaurou sindicância administrativa disciplinar para apurar a conduta dos policiais civis que participaram da ação no Complexo do Salgueiro. A apuração corre em paralelo ao inquérito policial instaurado pela Delegacia de Homicídios de Niterói, São Gonçalo e Itaboraí (DHNSGI).
João Pedro Matos Pinto, de 14 anos, estava brincando no quintal de casa, quando bandidos pularam o muro e policiais foram atrás atirando. Ele foi baleado e colocado em um helicóptero da Polícia Civil durante uma operação na Praia da Luz, na Ilha de Itaoca, no Complexo do Salgueiro, em São Gonçalo, Região Metropolitana do estado nesta segunda-feira.
O caso mobilizou o Twitter para conseguir informações sobre o paradeiro do adolescente. Na manhã de terça-feira, os familiares de João Pedro foram informados que o corpo do menino estava no Instituto Médico Legal (IML) de Tribobó. 

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