Eduardo Bandeira de Mello afirma em live que vai rever contratos de fornecedores e terceirizados

Pré-candidato a prefeito, Eduardo disse contar com suas experiências de gestão no Flamengo e conhecimento sobre a administração pública ao trabalhar no BNDES

Por O Dia

O pré-candidato à Prefeitura do Rio de Janeiro Eduardo Bandeira de Mello (REDE) afirmou nesta sexta-feira (29/5), em live, com exclusividade para O DIA, que reverá contratos com terceirizados e fornecedores, como um primeiro passo na busca para melhorar a situação financeira da prefeitura. Eduardo deixou claro que isso não resolverá de imediato, mas vai dar um exemplo da direção de sua gestão, se for eleito.
"Há uma percepção geral de contas da prefeitura estão em situação muito ruim. Vamos ter que dinamizar a economia da cidade", afirmou, explicando que, assim, a administração terá base para investimentos em saúde, educação, transportes, saneamento e outras áreas.
"Não vou vender falsas ilusões. Seria simples dizer: vou tirar uma coelho da cartola e resolver em um ano. A situação é muito difícil. Vai ser preciso um sacrifício".
Ele apontou a integridade como um dos itens de sua plataforma:
"Ela não é condução suficiente, mas absolutamente necessária", disse, criticando duramente o financiamento de campanhas por caixa dois, algo que nunca faria.
Sobre IPTU, ele prometeu avaliar o que foi apontado como aumentos excessivos nas mudanças determinadas pela atual administração:
"Faremos uma revisão geral e acabaremos com as injustiças, muitas delas estão na Zona Oeste. Mas vai ser tratado com critério, sem paternalismo", e complementou:
"Não vou dizer algo que não vou cumprir. Seria um estelionato".
Eduardo também defendeu ações de meio ambiente para tornar a cidade moderna: 
"O Rio de Janeiro tem que ser uma cidade verde, limpa. O meio ambiente está em tudo, no transporte, no saneamento, na iluminação pública. Tem que elogiar também [o projeto de alteração da iluminação, feito pela gestão Marcelo Crivella, com apoio privado].

A entrevista com o administrador, ex-funcionário do BNDES e ex-presidente do Flamengo foi conduzida pelo colunista político do DIA Sidney Rezende e pelo repórter Venê Casagrande.
O pré-candidato afirmou que sua experiência de 36 anos no BNDES é fundamental e ajudará na gestão da prefeitura, porque ele conhece bem as cidades. Uma das suas atividades no banco foi ajudar as prefeituras a buscar eficiência tributária. Logo depois, com a aprovação da Lei de Responsabilidade Fiscal, essa tarefa ficou ainda mais importante no sentido de modernizar os municípios.
Ele também comparou sua administração no Flamengo, que enfrentou dificuldades financeiras, como uma experiência que vai ajudá-lo na gestão do Rio. À época que assumiu, ele foi responsável pela saída do jorgador Vagner Love porque o salário era incompátivel com a situação do clube. Questionado se tinha um Vagner Love para ser cortado na prefeitura, afirmou:
"Na prefeitura não tem um Vagner Love, uma despesa assim para ser cortada".
Questionado se teme ser cobrado pelo incêndio no Ninho do Urubu, em fevereiro de 2019, quando ele já não era presidente, ele usou os termos "acidente" e "imponderável", e que o caso está sendo investigado e será esclarecido.
Flamenguista convicto, garantiu: 
"Vou ser o prefeito de todas as torcidas e todas as religiões".

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