Paulo Messina (MDB), pré-candidato a prefeito do Rio, afirma em live que saúde e assistência social são prioridades no pós-pandemia

Messina criticou Eduardo Paes e Marcelo Crivella pela gestão financeira do município

Por O Dia

O vereador Paulo Messina, pré-candidato do MDB a prefeito do Rio, disse nesta quinta feira (11/6), em live exclusiva do jornal O DIA, que sua prioridade será botar ordem na cidade, em todas as áreas.
- Está uma bagunça. Não é só de ordem pública que estou falando. Principalmente no cenário pós- pandemia , temos que botar a saúde e a assistência social em ordem. Os dois grandes medos da população neste momento são se vão ter saúde e se vão ter emprego. Organizar a saúde é o primeiro passo, o segundo é melhorar a assistência social, que é fundamental para a população poder voltar a ter condições de comprar. Não adianta só reabrir o comércio, se a sociedade não tem dinheiro para consumir - disse Messina, destacando ainda educação e segurança como focos de ação.
O pré-candidato afirmou que fazer investimentos é o caminho para tirar a cidade da crise.
"Quando você para obra, gera desemprego. O melhor programa de distribuição de renda é emprego. O trabalhador vai receber salário, vai consumir e mais empresários vão produzir".
Segundo Messina, há mais de 2 bilhões em obras paradas na cidade. "Isso é dinheiro federal, do BNDES e da Caixa".
O problema, afirmou, é que para a liberação desses recursos, a prefeitura precisa fazer uma  contrapartida, num valor menor.
"A gente não vai conseguir fazer grandes obras no primeiro ano, ou no segundo ano, mas, com um investimento R$ 200 milhões ou R$ 300 milhões, você pode retomar essas obras de 2 bilhões e criar empregos", explicou.
Questionado por que saiu do governo Crivella, Messina respondeu:
"Recebei um convite no início de 2018 para ser secretário. Aceitei porque era uma forma de servir minha cidade, a minha missão principal era contenção de gastos e a geração de receita" - disse, e completou:  
"Mas, depois de termos reduzido o défict , o governo fez gastos numa velocidade que não podia, então decidi voltar para a Câmara".
A educação é outra de suas prioridades, destacou:
"Tenho 12 anos de vida pública. Em todos os anos, trabalhei para a educação. No primeiro ano, entrei na Comissão de Educação e Cultura. Conseguimos em 2009, impedir o fechamento de escolas especiais, determinado pelo governo federal. O motivo era que as escolas não tinham condições de receber crianças com deficiência, faltava estrutura. É claro que é o ideal. Mas ainda hoje a prefeitura luta para ter alguma estrutura nas escolas. Nós criamos a figura do mediador para atuar nas escolas, algo que nem particulares têm. Vamos fazer ainda mais. O Plano de Eduação Especial é de minha autoria."
Foi mais longe:
"Vamos pegar, se formos eleitos, o desafio de retomar o conteúdo programático da escola regular, no cenário pós-pandemias. A verdade é que essas crianças pararam o ano letivo, não vai ser o mesmo se as escolas voltarem em agosto. Então, vamos precisar pensar em toda uma lógica de ciclos para retomar esse tempo perdido. No ano que vem, teremos uma cidade diferente para governar".
Messina afirmou ainda que hoje não existe educação integral na cidade. De acordo com ele, integral era o Ciep. "O integral que chamam hoje é a extensão do tempo da escola. Mas integral não pode ser só isso, é insuficiente. A letra mais importante do Ciep é o "i" de integração com a vida do aluno".
O pré-candidato foi questionado pelo aumento do IPTU na gestão Crivella, quando ele era secretário. Segundo Messina, trata-se de uma grande confusão em relação ao IPTU. "O IPTU não foi aumentado pelo projeto de revisão de planta de valores. Antes da revisão da planta, quatro em cada dez imóveis pagavam IPTU; hoje seis em cada dez, o que ainda é muito injusto". Mas, afirmou, o aumento do imposto na cidade aconteceu foi consequência do programa Atualiza Rio, que foi criado no final do governo Paes, "que reviu a metragem de imóveis por georeferenciamento. Isso aumentou a metragem de dezenas de milhares de imóveis na cidade", mas os dois últimos lotes entraram em 2016 para serem cobrados em 2017 e 2018 [na gestão Crivella], "e justamente para as áreas mais carentes, da Zona Oeste". 
"Eu votei na Câmara a favor de cancelar o Atualiza Rio. A lei foi aprovada mas Crivella vetou. [Se eleito] Vou cancelar. Se cancela criando um programa de recadastramento que permitira a auto-declaração (da área do imóvel). Alguém pode mentir? Pode. Mas se o fiscal for lá e o morador tiver mentido, haverá multa. 
À frente da entrevista, estavam o colunista de política do DIA Sidney Rezende e a jornalista Luana Dandara.
Sobre a questão da gestão financeira do Rio, em que Crivella acusava Paes de ter deixado um rombo nas contas, enquanto Paes acusava Crivella de mal gestor, Messina respondeu que "os dois estão falando a verdade e os dois estão mentindo":
"Paes viveu de uma transferência de recursos federais, mas fez pouco para gerar novas receitas, para gerar sustentabilidade, e criou dívidas. Crivela pegou a bomba relógio. Em 2018, tivermos superávit primário. Mas ele não conseguiu manter isso. A culpa é dos dois. Um teve irresponsabilidade e outro teve a incompetência de reverter esse quadro".
"A cidade não pode mais eleger um prefeito estagiário. Eu quero que você eleitor tenha uma alternativa".

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