Renato Cinco, pré-candidato a prefeito pelo PSOL, diz que Rio terá gabiente de crise contra covid e recessão

Vereador defendeu ainda a tributação progressiva, cobrando mais imposto dos mais ricos

Por O Dia

O vereador Renato Cinco, pré-candidato à prefeitura pelo PSOL, afirmou nesta sexta-feira (12/6) em live exclusiva do jornal O DIA, que suas três prioridades se for eleito serão "em primeiro lugar, a covid-19, em segundo, a covid-19, em terceiro, a covid-19", tanto sob o aspecto de saúde quanto da situação econômica.
"A primeira ação de qualquer um que seja eleito terá que ser fazer o que o prefeito Marcelo Crivella não fez: criar um gabiente de crise, comandado pela Saúde, com envolvimento de instituições acadêmicas e científicas, para promover um plano de recuperação da cidade".
De acordo com Renato Cinco, o Rio não é uma ilha: "Vamos enfrentar uma grave recessão mundial, e as consequências da pandemia colocam em xeque duas vocações da cidade: o turismo e a cultura". Diante disso, expicou, a emergência para o novo prefeito será debater a covid-19, a recessão e também o aquecimento global.
"A situação é gravíssima. A pandemia é resultado da crise ambiental, sobre a qual, se nada for feito, vai colocar em risco a sobrevivência da própria espécie humana".
"A normalidade anterior não vai acontecer", disse.
O pré-candidato criticou o presidente Bolsonaro por sua postura contra o isolamento social e por não ter destinado recursos suficientes para o combate à doença, em um país como o Brasil, com um sistema hospitalar e condições sanitárias que não se comparam às da Europa.
"É imprescindível um movimento social que derrube o governo Bolsonaro", disse, responsabilizando o presidente por um verdadeiro genocídio, como, Renato Cinco citou, afirmaram o Sindicato dos Médicos e outros grupos.
O vereador propôs um modelo de governança participativa:
"Vou dizer: o cargo de prefeito não devia nem existir. É um jogo de marionetes. É fundamental trazer a população para participar da gestão. Pais de alunos e professores têm que participar da gestão das escolas. Não precisamos de subprefeitos, mas de conselhos da população em cada região".
A entrevista teve à frente o colunista político Sidney Rezende e o coordenador de redes sociais do DIA  Marcos Castro.
Questionado sobre o IPTU, Renato Cinco afirmou que o imposto deve diminuir para uma parcela da população e aumentar para outra: "Não é possível um imóvel de 20 milhões ter a mesma alíquota de um de R$ 300 mil".
O vereador defendeu a tributação progressiva: "Quanto mais rico for, proporcionalmente pagará mais imposto". E afirmou: o Estado brasileiro é um Robin Hood às avessas, tira dos pobres para dar para os ricos.
Renato Cinco disse que entre suas prioridades estão um plano concreto de habitação de interesse social e um plano de saneamento básico. Ele afirmou ainda que é contra a Guarda Municipal armada.
Sobre a ação de milícias na cidade, o pré-candidato frisou que a prefeitura tem como agir não de forma policial, mas atuando sobre as fontes de recursos delas.
"As fontes de recursos das milícias são serviços que o município não oferece ou não fiscaliza. Se a prefeitura fizer o seu papel, por exemplo, impedindo o monopólio de transporte coletivo, isso atinge o coração da milícia".

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