Hospital de Campanha do Maracanã tem queda de 66% na taxa de ocupação

O subsecretário Ricardo Cavalcanti assegurou que a unidade não deverá ser fechada até mesmo por conta da flexibilização, que pode aumentar o número de casos da covid-19

Por O Dia

No Hospital de campanha do Maracanã havia 400 leitos para uso, na inauguração
No Hospital de campanha do Maracanã havia 400 leitos para uso, na inauguração -
Rio - A Secretaria de Estado de Saúde (SES) informou que o Hospital de Campanha do Maracanã teve uma redução de 15% de sua capacidade total ocupada, o que significa uma queda de 66% nos últimos dias. A unidade tem 400 leitos, entre UTI e enfermaria. 

"O número de pacientes está diminuindo graças a várias medidas simultâneas, como o distanciamento social, a testagem e a conscientização da população. O fato de os pacientes estarem sendo tratados mais precocemente, o aumento do número de leitos de UTI e a diminuição da taxa de transmissibilidade da doença também são fatores determinantes", declarou Ricardo Cavalcanti, subsecretário de Regulação e Unidades Próprias da SES.

Apesar da diminuição da demanda, Ricardo ressalta que o hospital não pode ser desmontado. "Com a flexibilização pode haver um aumento no número de casos e, gradativamente, vamos liberar leitos de outras unidades. A durabilidade estimada da estrutura é de cinco anos. Estamos redimensionando e olhando para outras doenças e necessidades que não deixaram de acontecer e demandam atenção da Secretaria", explica.

A SES informou ainda que o tempo médio de permanência dos pacientes, tanto na enfermaria quanto na UTI, é de 7 dias. Em pouco mais de 48 horas a ocupação dos leitos passou de 87% na UTI e 76% na enfermaria, totalizando 81% em ambos, na última quinta-feira, para 18% na UTI e 12% na enfermaria, 15% ao todo no sábado.

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