Fiscalização sanitária de itens de origem animal é regulamentada

Medida beneficia pequenos produtores e garante segurança aos consumidores

Por O Dia

Inspeção vai facilitar a vida de micro e pequenos empreendedores
Inspeção vai facilitar a vida de micro e pequenos empreendedores -

A Subsecretaria de Vigilância Sanitária e Controle de Zoonoses, vinculada à Secretaria Municipal de Saúde, publica hoje no Diário Oficial regulamentação para a inspeção industrial e sanitária de produtos de origem animal. A fiscalização visa garantir avanços na área de inspeção trazidos pelo Código Sanitário Municipal, de 2019, e permitir mais segurança para o consumidor. 

Além dos avanços na prevenção de riscos à saúde, o Serviço de Inspeção Municipal do Rio (SIM-Rio) vai auxiliar a agroindústria familiar e pequenos produtores de queijos, hambúrgueres e linguiças artesanais, que, por muitas vezes, ficaram impedidos de se regularizar por falta de autorização sanitária. A formalização dará direito a selo de inspeção.

"O SIM-Rio vai beneficiar o micro, pequeno e médio produtor em um programa que prevê ainda a adesão ao Sistema Brasileiro de Inspeção (Sisbi), possibilitando a expansão de mercado em nível nacional. É uma oportunidade para a recuperação econômica dos empreendedores cariocas", destacou Ronaldo Gil, coordenador do Núcleo de Agricultura Pecuária e Abastecimento (Nagro).

Outro segmento contemplado é o comércio de autosserviço, como restaurantes, supermercados, açougues e laticínios. Os estabelecimentos poderão vender artigos de fabricação própria em um ambiente controlado e adequado às normas sanitárias, além de fracionar e preparar produtos como carne moída, espetinhos e bifes a rolê e à milanesa.

Dono de um restaurante no Grajaú que produz linguiças artesanais para consumo no próprio estabelecimento, Fernando Breschnik aposta no novo serviço. "É uma revolução na área de inspeção, uma inovação que há anos esperávamos. O selo nos permitirá registrar e formalizar os produtos para venda. O serviço chega em boa hora, porque a quarentena reduziu nosso movimento em 80%", explicou.

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