Publicado 09/06/2020 08:30
A luta da Aperj (Associação de Pipas Artísticas e Esportivas do Estado do Rio de Janeiro) é por muito mais que manter a cultura das pipas ativa no estado. A ideia é, pouco a pouco, superar o preconceito contra os pipeiros a ponto de fazer a prática ser reconhecida como um esporte. A inspiração vem do surfe e do skate.
"Queremos fazer algo parecido com o surfe e o skate. Só mudaram a visão das pessoas quando viram que virou esporte. Queremos que a gente vá por esse caminho. A pipa sempre foi esporte, mas ninguém levantou essa bandeira", disse Carlos Magno, conhecido como Kau, presidente da Aperj.
Outra questão levantada pela associação é a regulamentação da linha esportiva, que contém material cortante, mas apenas em espaços destinados para prática da pipa esportiva, os pipódromos. Fora deles, o grupo defende a proibição devido ao alto risco de acidentes.
Entendemos o risco da linha, mas precisamos do combate. É o mesmo que o futebol sem trave, não tem gol. Usamos como base a lei do chile, da linha cortante". explica Kau.
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