Coletiva do secretário de Estado de Saúde, Alex Bousquet - Daniel Castelo Branco / Agência O DIA
Coletiva do secretário de Estado de Saúde, Alex BousquetDaniel Castelo Branco / Agência O DIA
Por Lucas Cardoso
Rio - O terceiro secretário estadual de saúde do Governo Witzel, Alex da Silva Bousquet, apresentado nesta quarta-feira, revelou que os hospitais de campanha de Campos e Casemiro de Abreu não serão concluídos. Segundo o novo secretário, a atual condição da curva no Estado não justifica o término. Bousquet assumiu a vaga de Fernando Ferry, que pediu demissão há oito dias. 
"Serão feitas avaliações repetitivas quanto aos índices e estatísticas que nos fizeram tomar essa iniciativa. As nossas semanas críticas no Rio de Janeiro foram as duas primeiras semanas de maio. De lá para cá, só temos a redução da ocupação do leitos e dos casos graves. Apesar de acompanhar diariamente novos diagnósticos. Mesmo desconsiderando as últimas duas semanas de curva, olhando de maio até hoje, a curva no município é decrescente. Nós não temos dúvidas disso", disse o secretário.
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Segundo Bousquet, os hospitais de Nova Iguaçu, Duque de Caxias e Nova Friburgo serão entregues, mas servirão de retaguarda para uma possível segunda onda da covid-19. No caso dos municípios que não terão mais suas unidades (Campos e Casemiro de Abreu), o líder da pasta disse que a ideia é alugar leitos da rede privada. A iniciativa só aconteceria em caso de aumento na lotação da rede SUS.
"Esses hospitais tiveram uma taxa de ocupação maior no início da pandemia, em detrimento as unidades públicas. Essa foi uma características da pandemia no nosso país", explicou o Bousquet.
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Iabas
Questionado sobre as denúncias envolvendo contratos firmados por gestões anteriores com Organizações Sociais (OS),  entre eles o do Instituto de Atenção Básica de Saúde (Iabas), o secretário preferiu não se posicionar. Segundo ele, os R$ 256 milhões já depositados pelo governo na conta da OS vem sendo controlados pela Fundação Estadual de Saúde. O órgão atua como interventor desde que o contrato com o Iabas foi rompido. 
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"Os pagamentos relacionados ao pessoal estão sendo realizados. A OS precisa apresentar uma planilha de custos. Essa planilha é analisada pelo interventor da fundação e é autorizada a utilização do recurso. Qualquer coisa fora disso, nós devemos fazer consulta a controladoria, ou corregedoria. Não haverá descontinuidade no serviço", disse o secretário.
Sem medo de recuar
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Em relação às diretrizes de reabertura adotadas pelo Estado, Bousquet avalia que as decisões até aqui são positivas, mas não descarta um recuo caso haja aumento na curva de contaminação. "Talvez nós tenhamos que dar passos atrás. É natural. Isso está acontecendo no mundo inteiro. Nós estamos preocupados com a vida dos nossos cidadãos", disse.