Paulo Marinho - Roque de Sá/Agência Senado
Paulo MarinhoRoque de Sá/Agência Senado
Por O Dia
PAULO MARINHO (PSDB):
Chega do menos pior.

Nas últimas eleições municipais o carioca votou para derrotar e não para eleger. A divisão do centro nos tornou reféns dos extremos e o resultado foi quatro anos de desgoverno. E sempre será assim se optarmos pelo menos pior. Estamos assistindo um cenário de desordem e decadência jamais visto na nossa cidade.

A absoluta incompetência com que nosso munícipio vem sendo administrado arrasa a qualidade dos serviços públicos, destrói postos de trabalho, esvazia o bolso dos contribuintes e acaba com a nossa autoestima enquanto cariocas. O povo mais criativo do Brasil merece muito mais.

O centro democrático liberal tem o dever de construir para as próximas eleições um projeto capaz de unir quem ama e está verdadeiramente comprometido com o Rio.

Não podemos ficar a mercê dessa polarização fabricada pelos mesmos políticos de sempre, mais interessados em narrativas do que em gestão pública. Vamos construir pontes ao invés de ringues. Sair do vale-tudo e buscar o diálogo, dando racionalidade e bom senso aos nossos muitos desafios.

O novo PSDB surgiu da compreensão de que o Brasil precisa funcionar. A prioridade do partido hoje é também minha principal bandeira como pré-candidato à prefeitura do Rio — emprego, emprego, emprego. Para cumprir essa missão vamos estender um tapete vermelho a todos aqueles que quiserem investir e empreender na nossa cidade.

O turismo e o esporte por exemplo, herdaram dos Jogos Olímpicos e da Copa do Mundo uma infraestrutura que nunca foi pensada seriamente como apoio destes setores que são nossas vocações naturais. Sendo tratados com competência pelo próximo prefeito, essas áreas poderão promover mais rapidamente a recuperação da nossa economia.

Atualmente, os empreendedores são afastados pela insegurança jurídica e uma burocracia absurda. A saúde, antes da pandemia, já estava à beira do colapso com a ineficiência da Prefeitura e de algumas OS com fins nada sociais. Na educação, precisamos integrar nossos alunos da rede municipal no mundo do conhecimento digital, dando acesso à ferramentas que a tecnologia já dispõe.

Mas o Rio vai funcionar quando entregarmos o que realmente as pessoas precisam, através de uma gestão que some a experiência do setor privado e a competência dos servidores públicos municipais. Vamos juntos mobilizar o resgate da nossa cidade em cada um dos nossos 163 bairros – de Santa Cruz ao Leme, de Ipanema a Pavuna. Chega do menos pior, o Rio merece o melhor.

Paulo Marinho
Presidente do diretório estadual do PSDB-RJ ,Senador Suplente pelo RJ e pré-candidato a prefeito do Rio
Publicidade
EDUARDO PAES (DEM):
Eduardo Paes - Reprodução
Publicidade
O Rio precisa voltar a dar certo
A tragédia do COVID-19 no Rio em 2020 pode ser superada com muito trabalho, capacidade de gestão, experiência e amor à cidade – sem distinção de sexo, raça ou religião.

04/07/2020

Não há como refletirmos sobre o futuro da nossa cidade sem entendermos o presente ou sem lembrarmos do passado.
Publicidade
E o nosso presente está ligado à triste realidade da pandemia do COVID-19. Aproveito esse espaço para me solidarizar com as famílias das 6.791 vidas que foram perdidas no Rio até hoje. Me solidarizo também com os profissionais de saúde que todos os dias colocam as suas próprias vidas em risco para salvar nossos irmãos. Por fim, me solidarizo com as pessoas que perderam seu emprego, sua renda e sua paz por causa dessa grave crise sanitária.
Infelizmente, o Brasil vai muito mal no enfrentamento dessa doença, mas nossa cidade vai ainda pior.
Por milhares de habitantes, o número de vítimas no Rio é 70% maior do que em São Paulo, 12 vezes maior que em Curitiba, 15 vezes maior que em Porto Alegre e 24 vezes maior que em Belo Horizonte.
Para quem acha que 6.791 vidas é pouco numa população de 6,7 milhões de habitantes, é importante refletirmos sobre outros números. A média de óbitos em nossa cidade nos meses de maio nos últimos 4 anos foi de 5.844 pessoas. Mas, em maio agora, morreram 10.215 pessoas no Rio – um aumento de 75%.
Esse é o tamanho da nossa tragédia.
Publicidade
E por que essa crise sanitária é tão maior aqui do que nessas outras capitais?
Porque nossa cidade está abandonada, destruída e desgovernada.
Publicidade
Com todo o respeito a quem pensa diferente, eu acredito que para qualquer governante - seja ele, Prefeito, Governador ou Presidente - não há missão ou serviço público maior do que proteger e salvar a vida das pessoas.
Foi por isso que durante a minha gestão, 25% do orçamento do município foi destinado à saúde – quase o dobro do que era exigido pela lei. Foi também por isso que nós implantamos 115 Clínicas da Família, 14 UPAs, 2 novas maternidades, 2 novos hospitais e contratamos cerca de 3 mil médicos. Tudo para ampliar e melhorar o atendimento à população, sobretudo na Zona Oeste e na Zona Norte.
Hoje, grande parte desses equipamentos de saúde – da mesma forma que os BRTs, as escolas e as creches – está sucateado pela hesitação e pela incompetência da atual administração. E o resultado está aí: 6.791 vidas perdidas para o COVID-19.
Publicidade
Mas, eu não perco a esperança e nem a capacidade de sonhar com uma Prefeitura que sabe trabalhar para melhorar a vida das pessoas, para atrair investimentos e gerar empregos. Já fizemos isso no passado recente e o faremos novamente.
Dessa vez, sem a obrigação de ter que realizar uma Olimpíada - fato que, com humildade reconheço, desfocou parte da nossa energia no final do nosso governo.
Publicidade
O que eu tenho a oferecer para essa reconstrução é o suor do meu trabalho, a minha experiência como gestor na Prefeitura e finalmente, o meu amor incondicional pelo Rio.
Não podemos errar mais uma vez e eleger pessoas despreparadas, sem bons resultados de gestão ou que não conhecem bem a cidade e a máquina administrativa da Prefeitura - o Rio e a nossa população não merecem outra novidade para ser experimentada.
Publicidade
Tenho certeza que juntos com a população e com a benção de Deus, nós podemos fazer o Rio voltar a brilhar e a nos encher de orgulho.

Eduardo Paes
MARCELO CRIVELLA (Republicanos):
Publicidade
Crivella foi convidado, porém não participou do Tribuna Livre. Em nota, a assessoria do atual prefeito disse: “O prefeito Marcelo Crivella está dedicado às medidas de combate ao Coronavírus”.