Domingos Brazão - Arquivo O Dia
Domingos BrazãoArquivo O Dia
Por O Dia
Brasília - O Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiu mandar para o Tribunal de Justiça do Rio (TJRJ) julgar o processo em que o ex-deputado estadual Domingos Brazão (MDB) e outras quatro pessoas são acusados de tentar atrapalhar as investigações do assassinato da vereadora Marielle Franco (Psol) e do motorista Anderson Gomes. A decisão foi do ministro Raul Araújo que diz "reconhecer a incompetência do STJ para o caso".
Em março de 2019, Brazão foi citado como um dos "possíveis mandantes" do duplo homicídio. Duas fontes ligadas ao caso teriam confirmado a informação. 
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Por conta de suspeitas de que haveria ações para o desvio do foco da apuração do crime e por determinação da então procuradora-geral da República, Raquel Dodge, a Polícia Federal passou a investigar o trabalho da Polícia Civil. Contra o ex-deputado havia somente a suspeita de tentar incriminar o vereador Marcelo Siciliano (PHS), através de uma "testemunha plantada".
No dia 21 de fevereiro do ano passado, Brazão foi um dos oito alvos de mandados de busca e apreensão, em sua residência, em um condomínio de luxo na Barra da Tijuca, na Zona Oeste. Na época, ele protestou publicamente da atuação dos agentes do Comando de Operações Táticas (COT) da PF, alegando que o grupo entrou em sua casa "com uniforme camuflado e armados de metralhadoras" e que teria foro por prerrogativa de função, por ser conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE-RJ).
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Brazão nega qualquer tipo de envolvimento com o caso Marielle desde junho de 2018, quando prestou depoimento à Delegacia de Homicídios da Capital (DHC), que investiga o crime.
A investigação da Polícia Civil concluiu que a vereadora e o motorista foram mortos pelo PM reformado Ronnie Lessa e o ex-PM Elcio Queiroz, presos desde março do ano passado.