Momento em que jovem é agredido por policiais no Shopping Ilha Plaza - Twitter / Reprodução
Momento em que jovem é agredido por policiais no Shopping Ilha PlazaTwitter / Reprodução
Por O Dia
Rio - A Polícia Civil disse nesta quinta-feira, que vai indiciar os dois policiais militares que agrediram o jovem Matheus Fernandes no Shopping Ilha Plaza, na Zona Norte do Rio. De acordo com a 37ª DP (Ilha), a dupla irá responder por racismo e abuso de autoridade.

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O delegado Marcus Henrique Ricardo Cassiano/Agência O Dia
Boné foi usado como justificativa por PMs para abordagem contra Matheus Ricardo Cassiano/Agencia O Dia
Matheus Fernandes Ricardo Cassiano/Agencia O Dia
Matheus Fernandes e o advogado Ricardo Cassiano/Agencia O Dia
Garoto vítima de racismo no shpping Ilha Plaza Ricardo Cassiano/Agencia O Dia
O sargento da PM Gabriel Izaú prestou depoimento na 37ª DP Luciano Belford/Agência O Dia
Momento em que jovem é agredido por policiais no Shopping Ilha Plaza Twitter / Reprodução
 
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Nesta quinta-feira, a distrital ouviu a última das 11 testemunhas no inquérito policial. O supervisor de segurança do shopping relatou aos investigadores que os dois PMs estavam fora do horário de serviço como seguranças do estabelecimento quando abordaram o entregador na noite da última quinta-feira. 
Na ocasião, o entregador esteve na loja Renner para trocar um relógio que daria de presente de Dia dos Pais, mas foi acusado de roubo e chegou a ter uma arma apontada na cabeça pelos policiais. Um vídeo publicado nas redes sociais mostra a abordagem dos PMs. 
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Nos depoimentos, os policiais relataram Gabriel Guimarães Sá Izaú, sargento do corporação, e Diego Alves da Silva, soldado do Batalhão de Choque, alegaram que suspeitaram de Matheus pelo fato do rapaz usar um boné que fazia alusão ao personagem Hulk, um dos apelidos do traficante Gilberto Coelho de Oliveira, um dos chefes do Morro do Dendê, na Ilha.
"Eu não mudo minha convicção. Para a polícia, Matheus foi abordado daquela forma em virtude da cor sua pele. Tenho certeza, se ele fosse um rapaz branco, louro, de olhos azuis e levasse um relógio na mão com uma nota fiscal. Ele jamais seria abordado daquele jeito", disse o delegado Marcus Henrique Alves, nesta terça-feira
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O inquérito será encaminhado para o Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ).