Dario Messer  - Divulgação
Dario Messer Divulgação
Por ESTADÃO CONTEÚDO
Rio - O Ministério Público Federal (MPF) entrou com recurso para garantir ao doleiro Dario Messer o direito de recorrer em liberdade da condenação a 13 anos e quatro meses de prisão em regime fechado por lavagem de dinheiro no processo aberto a partir de provas obtidas na Operação Marakata.
No documento, enviado na sexta-feira passada, os procuradores alegam que houve "contradição" na decisão do juiz Alexandre Libonati, da 2ª Vara Federal Criminal do Rio, uma vez que o acordo de colaboração firmado por Messer com a Lava Jato Rio e a Polícia Federal neste mês incluiria "compromissos mútuos entre as partes" que justificam a substituição da prisão por medidas cautelares.
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Nesta segunda-feira, o Ministério Público Federal (MPF) pediu à Justiça que o doleiro use tornozeleira eletrônica e tenha o passaporte apreendido. Ele está em prisão domiciliar desde o dia 8 de abril devido à pandemia do coronavírus.
A prisão domiciliar foi concedida pelo juiz Reynaldo Soares da Fonseca, do Supremo Tribunal de Justiça (STJ), que alegou que o doleiro se encaixa no grupo de risco para a covid-19, já que ele tem 61 anos, é hipertenso e fumante.
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O pedido feito pelo MPF cita que "a permanência do colaborador [Dario] em prisão preventiva domiciliar por período alongado, pode gerar, a depender do entendimento do juízo da execução, uma distorção quanto ao combinado com relação à pela privativa de liberdade", explicando que o doleiro teria que cumprir 18 anos e 9 meses de pena privativa de liberdade, ou seja, ele poderia ficar apenas dentro do presídio.