As praias da Zona Sul não ficaram tão cheias. Há quem insista em ficar na areia, apesar da proibiçãoGilvan de Souza / Agencia O Dia
Por Anderson Justino
Publicado 02/08/2020 00:00

A movimentação nas praias cariocas no primeiro sábado da quinta fase de medidas de flexibilização foi tranquila. A temperatura em torno dos 20°C não atraiu muitos banhistas,mas na orla da Zona Sul, a movimentação foi intensa. Agentes da Guarda Municipal multavam quem descumpria a determinação do uso da máscara durante a pandemia.

Apesar da proibição nos fins de semana, alguns grupos insistiam na prática do esporte coletivo, como altinha e futevôlei. Por conta da ressaca, o mar não estava muito bom para peixe, mas dezenas de surfistas se arriscavam nas ondas. Grupos de banhistas insistiam em permanecer na areia, descumprindo a ordem da prefeitura.  

Essa etapa autoriza apenas o banho de mar. Permanecer nas areias ainda está proibido. Ambulantes já estão liberados para trabalharem nas praias, mas só produtos industrializados podem ser comercializados. Nada de bebida alcoólica nessa fase. Também não está liberado o aluguel de cadeiras e barracas. 

A nova medida divide opiniões de banhistas. "É quase impossível você proibir as pessoas de permanecerem nas areias das praias em um dia de calor intenso. Como estamos num período frio, as praias vão estar um pouco mais vazias. Mas no verão, é impossível você limitar espaço e dizer que as praias não podem lotar. A consciência vai de cada pessoa", disse um casal de turistas da França e Argentina.

Para os cariocas Nazareno Alves e Ingrid Alves, essa fase precisa ser respeitada para impedir aglomerações e evitar a propagação do coronavírus. "Apesar dos meses que estamos vivendo essa pandemia, ainda é um vírus desconhecido. A gente sabe o quanto é difícil você vir à praia apenas para um banho de mar e voltar pra casa, mas tem que ser assim. Respeitando às normas e o espaço de cada um, você está fazendo sua parte", disse o rapaz.

CADA UM NO SEU QUADRADO
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Comemoração no retorno ao trabalho
"Foram quatro meses no sufoco, contando com a ajuda de amigos para colocar o alimento dentro de casa. Agora é correr atrás do tempo perdido Vamos à luta porque o sol nasce para todos", comemora o ambulante Gilberto de Oliveira, de 39 anos. 
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Há 15 anos, Gilberto percorre às areias das prais do Arpoador, Ipanema e Leblon, com sua caixa de isopor e seu saco de biscoito Globo nas mãos. Por conta da pandemia, precisou interromper as atividades. Por trabalhar no mercado informal, o retorno foi comemorado da melhor forma. 
"Vou comemorar da maneira que sei, trabalhando e atendendo meus clientes com a maior educação. Eles precisam dos ambulantes e os ambulantes precisam deles", diz. 
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