Em mais um capítulo da indecisão no retorno das aulas nas escolas particulares, a Prefeitura do Rio recorreu ontem ao Tribunal de Justiça do Estado do Rio (TJ-RJ) e pediu a reconsideração da suspensão das atividades, que foi determinada na quinta-feira pelo desembargador Peterson Barroso Simão. Sem consenso, donos de colégios se preocupam com a perda de matrículas e falam em demissões.
Para Frederico Venturini, diretor do Sindicato dos Estabelecimentos de Educação Básica do Rio de Janeiro (Sinepe), a situação se encaminha para o limite. "A rede particular fica cada vez mais fragilizada, principalmente a educação infantil. Em média, houve perda de 50% das matrículas", afirma.
Há a preocupação das escolas não conseguirem se manter e demitirem funcionários ou até mesmo fecharem em definitivo. O sindicato dos Professores do Município do Rio e Região (Sinpro-Rio) observa com temor a situação. "Pode ocorrer uma leva de demissões, mas queremos conversar para uma solução, para proteger tanto as escolas quanto os empregos. Mas nossa posição é seguir as orientações científicas, sem retorno às aulas presenciais", afirma o vice-presidente do Sinpro-Rio, Afonso Celso Teixeira.
No recurso, a Procuradoria-Geral do Município (PGM) afirmou que é papel da prefeitura atestar que os estabelecimentos têm condições sanitárias para reabrirem, caso desejem, seguindo as regras de ouro. Entretanto, o governo municipal reafirma que não regula a volta e, ainda, informou que a Vigilância Sanitária esteve em algumas instituições para reforçar as orientações essenciais ao retorno, encontrando praticamente todas as escolas ainda fechadas.
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