Marcelo Crivella durante pronunciamento - Cléber Mendes
Marcelo Crivella durante pronunciamentoCléber Mendes
Por O Dia
Rio - O prefeito Marcelo Crivella fez um pronunciamento, nesta sexta-feira, após a Câmara de Vereadores do Rio não abrir o processo de impeachment. Durante o discurso, que não teve espaço para perguntas de jornalistas, Crivella criticou as instigações sobre uma possível prática de crimes que teriam sido cometidos pelo prefeito com a montagem e manutenção de um serviço ilegal na porta dos hospitais municipais.
"A partir do momento desta reportagem, em poucos minutos, em poucas horas, estava pronta uma representação. Uma representação feita por uma delegada que leva a uma juíza de plantão, que ouve o Ministério Público e decide na mesma hora. Depois, há um questionamento do cartório e a juíza decide na mesma hora. Medidas duras, de impacto. Porque tratava-se de busca e apreensão, de quebra de sigilo e coisa do tipo. E eu pergunto: essas coisas podem ser feitas em plantão?", declarou o prefeito.
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No fim do pronunciamento, o prefeito comentou um questionamento sobre a participação de seu assessor Marcos Luciano nos grupos usados pelos "guardiões". "O que ocorre é que essas pessoas têm o livre e sagrado direito de fazer a sua expressão", finalizou.
Guardiões do Crivella
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Funcionários públicos da prefeitura do Rio de Janeiro foram usados como seguranças para impedir que a população e a imprensa entrassem em hospitais da cidade e realizassem denúncias sobre os problemas dos locais. As informações foram divulgadas na segunda-feira, em reportagem do RJTV 2, da TV Globo.
Segundo a denúncia, os funcionários da prefeitura, sob a orientação do gabinete do prefeito Marcelo Crivella, fazem plantão na frente das unidades de saúde e atuam como seguranças. A organização do esquema conta com escalas diárias, horários rígidos e até ameaças de demissão dos servidores que descumprirem as ordens.
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Com muita hostilidade, funcionários fazem ameaças e impedem jornalistas de realizarem reportagens sobre a saúde pública do município. A população que também denunciava as problemas da saúde no município foram hostilizadas pelos servidores.