Câmara do Rio 
 - Gilvan de Souza / Agência O Dia
Câmara do Rio Gilvan de Souza / Agência O Dia
Por O Dia*
Publicado 10/09/2020 16:51 | Atualizado 10/09/2020 17:02
Rio - A Câmara de Vereadores do Rio instalou uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para apurar denúncias relacionadas ao grupo, composto por servidores da prefeitura, suspeito de agir na porta de hospitais para atrapalhar o trabalho de imprensa. O caso, que foi revelado pelo RJ2, da TV Globo, ficou conhecido como "Guardiões do Crivella".
Nesta quarta-feira, foi publicado no Diário Oficial da Câmara Municipal o decreto que instituiu a CPI. De acordo com Jorge Felippe (DEM), os membros da comissão devem ser indicados até a próxima segunda-feira.
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A CPI será composta pela autora do pedido da comissão, a vereadora Teresa Bergher (Cidadania), três membros do bloco Por Um Rio Mais Humano e um membro do bloco independente Por Um Rio Melhor.
A Câmara do Rio informou que uma das autoras da CPI, a vereadora Teresa Bergher, deve convocar o prefeito Marcelo Crivella (Republicanos) e os membros do primeiro escalão do governo que faziam parte dos grupos de WhatsApp onde eram estabelecidas as escalas na porta dos hospitais municipais.
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A parlamentar disse que vai exigir a exoneração de Marcos Luciano, apontado como o chefe do grupo, e dos demais funcionários comissionados que participavam do esquema. A vereadora defendeu que os fatos sejam apurados com rigor. O requerimento para abertura da CPI foi apresentado no último dia primeiro e assinado por 14 vereadores, com o apoio de outros quatro.

Os parlamentares argumentaram que "os fatos amplamente divulgados pela imprensa, em tese, representam grave violação legal e aos princípios constitucionais que regem a Administração Pública".

A comissão será composta por cinco membros e terá o prazo de funcionamento de 120 dias, prorrogável por mais 60.
*Com informações da Agência Brasil