Roberto Jefferson levanta suspeita sobre decretação de prisão de Cristiane Brasil: 'é política'

Político ainda questionou o fato da prisão ter acontecido após sua filha, Cristiane Brasil, ser lançada como candidata a prefeita do Rio

Por O Dia

Roberto Jefferson e Cristiane Brasil
Roberto Jefferson e Cristiane Brasil -
Rio - O político Roberto Jefferson falou sobre a decretação da prisão de sua filha, Cristiane Brasil, nesta sexta-feira (11). Através do Twitter, ele protestou contra a determinação e alegou "motivação política". 

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Roberto Jefferson Divulgação
Cristiane Brasil, ao lado de seu pai, o político Roberto Jefferson Divulgação/PTB
Cristiane Brasil e Roberto Jefferson Reprodução do Facebook
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Roberto Jefferson, PTB Reprodução do Facebook
"Ainda não me situei sobre a ordem de prisão contra a minha filha Cristiane. Não sei do que se trata, mas se relaciona a fatos pretéritos de mais de oito anos. Entendo que prevenir o passado é forçação de barra. Claro que existe objetivo político nessa decisão", escreveu Jefferson.
O político ainda questionou o fato da prisão ter acontecido após Cristiane Brasil ser lançada como candidata a prefeita do Rio. "Estou estudando a necessidade do decreto de prisão de minha filha. A contemporaneidade, a necessidade, a situação legal dela já ter sido lançada candidata a prefeito, o que torna em grave irregularidade e abuso de autoridade o decreto da preventiva. Witzel pois a latir seus cães", disse. 
Cristiane Brasil foi um dos alvos da Operação Catarata que mira um esquema de contratação fraudulenta de empresas para serviços de assistência social com recebimento de propina por agentes públicos que variava entre 5% e 25% do valor pago pelo contrato entre 2013 e 2018. Uma primeira fase da operação foi deflagrada em julho de 2019.
A ex-deputada foi procurada em casa, mas não estava. De acordo com a filha dela, que recebeu os policiais, Cristiane está na casa do namorado, que é fora do Rio. Ela está sendo procurada e pode ser presa a qualquer momento. 
A segunda fase da Operação Catarata também prendeu o secretário de Educação, Pedro Fernandes. Além dos políticos, um delegado de polícia, seu filho empresário e o ex-diretor de administração financeira (DAF) da Fundação Leão XIII foram presos na operação do Ministério Público do Rio com a Polícia Civil deflagrada nesta sexta-feira. Ao todo são cumpridos cinco mandados de prisão preventiva e seis mandados de busca e apreensão.

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