Elias Maluco foi encontrado morto dentro de sua cela na terça-feira  - Paulo Alvadia / Agência O Dia
Elias Maluco foi encontrado morto dentro de sua cela na terça-feira Paulo Alvadia / Agência O Dia
Por O Dia
Rio - O corpo do traficante Elias Pereira da Silva, o Elias Maluco, de 54 anos, será enterrado na tarde desta sexta-feira no Cemitério Memorial do Rio, em Cordovil, na Zona Norte do Rio. O sepultamento está previsto para às 15h. O corpo dele chegou ao Rio por volta das 19h de ontem
Elias Maluco foi encontrado morto, na terça-feira, dentro de sua cela na Penitenciária Federal de Catanduvas, no Paraná. Ele estava com um lençol enrolado em seu pescoço. O atestado de óbito apontou morte por asfixia mecânica.
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Inicialmente, a família acreditava que o traficante havia sido assassinado dentro de cadeia. No entanto, após a divulgação do atestado, já imagina que ele possa ter cometido suicídio.
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No mesmo dia da morte de Elias Maluco, uma filha divulgou cartas enviadas pelo pai, escritas no dia 19 de agosto, em que ele mandava mensagens de esperança e saudades da família. Outras cartas foram encontradas pela Polícia Federal na cela do traficante, onde ele teria pedido perdão à família e demonstrado falta de vontade de viver.
CHEFÃO DO COMANDO VERMELHO
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Integrante da facção criminosa Comando Vermelho (CV) e considerado líder do tráfico de drogas de comunidades dos complexos do Alemão e da Penha, na Zona Norte, Elias Maluco estava preso desde setembro de 2002. Em 2005, ele foi condenado a 28 anos e seis meses de prisão pela morte do jornalista Tim Lopes.
Em junho de 2002, a quadrilha liderada por Elias Maluco rendeu e matou Tim Lopes, quando o jornalista fazia uma reportagem sobre abuso de menores em um baile funk na Vila Cruzeiro, na Penha. O corpo do jornalista foi queimado em uma fogueira de pneus. Além de Elias, outras seis pessoas foram condenadas pelo crime.
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Além de ser acusado pelo assassinato de dezenas de pessoas, o traficante também tinha uma condenação, de 2013, a 10 anos, sete meses e 15 dias de prisão por lavagem de dinheiro.
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De setembro de 2002 a janeiro de 2007, Elias Maluco ficou preso no Complexo Penitenciário de Gericinó, em Bangu. No dia 4 de janeiro daquele ano, ele foi transferido para o Presídio Federal de Catanduvas, junto com outros 11 chefes do CV e do Terceiro Comando (TC).
O grupo foi acusado de planejar a queima de ônibus e atentados contra delegacias e postos da Polícia Militar no Rio em 28 de dezembro de 2006, quando 19 pessoas morreram.