O prefeito será julgado na tarde desta segunda-feira - Marcos de Paula / Prefeitura do Rio
O prefeito será julgado na tarde desta segunda-feiraMarcos de Paula / Prefeitura do Rio
Por O Dia
Rio - O candidato à reeleição a prefeito do Rio, Marcelo Crivella (Republicanos, Podemos, Patriota, PRTB, PMN, PP, Solidariedade, PTC), obteve, na noite desta segunda-feira (12), liminar no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) suspendendo a decisão do Tribunal Regional Eleitoral (TRE-RJ) que havia votado sua inegibilidade. A liminar foi concedida pelo ministro Mauro Campbell Marques, relator do pedido feito pela defesa de Crivella.
Com a liminar, o candidato Marcelo Crivella deve ter seu registro de candidatura deferido e poderá concorrer à reeleição ao cargo de prefeito do Rio.  A decisão liminar é válida até a julgamento do mérito em plenário. O TRE comentou que "quanto à repercussão da decisão sobre a candidatura de Crivella, é preciso aguardar o julgamento do registro pelo Juízo da 23ª Zona Eleitoral".
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Civella foi julgado inelegível no dia 24 de setembro após decisão unânime de desembargadores do TRE. A Corte analisou dois processos em que Crivella é acusado de ter cometido o crime de abuso de poder político e religioso na realização de dois eventos em 2018: a reunião do "Café Comunhão", que ficou conhecido como "Fala com a Márcia", e uma cerimônia na Comlurb em que Marcelo Hodge Crivella, filho do prefeito, foi apresentado como pré-candidato a deputado.
Na decisão, o ministro Mauro Campbell Marques aponta que é "imprescindível a existência de provas robustas e incontestes para a configuração da conduta vedada e da prática de abuso do poder político. Embora seja possível o uso de indícios para a comprovação dos ilícitos, a condenação não pode se fundar em frágeis ilações ou em presunções, especialmente em razão da gravidade das sanções impostas".

"Estou tão feliz! No fundo eu senti que o TRE-RJ resolveu pegar o prefeito como exemplo. Não pode ter bagunça. Há dois anos eu fui a uma reunião do meu filho, com 50 pessoas, que já foi investigada pela CPI da Câmara, e fui inocentado, mas tinha me dado uma inegibilidade. Uma medida pesada, dura, duríssima, só por ir a uma reunião. Meu filho perdeu a eleição. Qual o abuso de poder político se o candidato perdeu? Então não prova, não tem gravidade, não tem escala”, disse Crivella após a nova decisão do TSE.

O candidato à reeleição acrescentou: “Eu acreditei que aquele foi um recado para todos os candidatos a prefeito e vereadores sobre como seriam duríssimos, não pode quebrar a lei. Fui pego como exemplo. Quando chegou ao TSE, consegui essa liminar, e estou muito feliz. Fez-se justiça. Aquelas pessoas que diziam que o Crivella estava inelegível e não podia concorrer – isso dava problema nas pesquisas – agora não têm mais isso, podem escolher o Crivella, porque não está mais inelegível. Pronto. Agradeço muito a Deus, ao Ministro Campbell, que foi o relator, ao nosso advogado, Admar. Agradeço muito a Deus, acho que foi feita justiça."