Botijão de gás foi arremessado do edifício Cannes, que fica na esquina das ruas Djalma Urich e Aires Saldanha  - Reginaldo Pimenta / Agência O Dia
Botijão de gás foi arremessado do edifício Cannes, que fica na esquina das ruas Djalma Urich e Aires Saldanha Reginaldo Pimenta / Agência O Dia
Por O Dia
Rio - A Polícia Civil tenta identificar o homem morto após ser atingido por um botijão de gás arremessado da janela do 12º andar, na segunda-feira, em Copacabana, Zona Sul do Rio. Até o momento, nenhum parente foi reconhecer o corpo de Tronco, vendedor de frutas conhecido do bairro, no Instituto Médico Legal (IML). 
No momento em que Tronco foi atingido, ele estava sem nenhum documento de identificação. Segundo a Polícia Civil, se nenhum parente for ao IML no período de 14 dias reclamar o corpo da vítima, o homem será enterrado como pessoa não identificado. 
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Nesta terça-feira, o pedreiro Venilson da Silva Souza, indiciado por homicídio doloso (quando há intenção de matar), deu entrada no sistema prisional. Ele foi preso em flagrante após jogar um botijão de gás pela janela de um apartamento e matar um pedestre na Rua Aires Saldanha, próximo à esquina da Rua Djalma Ulrich, em Copacabana, na Zona Sul do Rio.
Conforme informações, o pedreiro teve um surto e começou a jogar objetos pela janela do último andar do prédio, entre eles um pedaço de fogão, e, posteriormente, o botijão que atingiu a vítima. Venilson passava por um tratamento e já tinha apresentado outros episódios de transtornos psicológicos.
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Tronco era figura conhecida em Copacabana 
Moradores e comerciantes de Copacabana inda não conseguem compreender o crime bárbaro que aconteceu na tarde desta segunda-feira e vitimou Tronco, um vendedor de frutas conhecido no bairro. 
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'Tronco', segundo os conhecidos, era um cara tranquilo e vivia sozinho nas ruas, embora tivesse família na comunidade Pavão-Pavãozinho. "Ele não falava muito sobre a história dele. Eu o conhecia há uns seis pelo anos. Ele comprava fruta aqui comigo e saía oferecendo pelo bairro. Era muito batalhador e guerreiro", conta o vendedor Antônio Pereira, de 34 anos, que trabalha na Avenida Nossa Senhora de Copacabana.
"Eu tomei um susto quando me falaram, fui correndo pra lá. Ele era muito conhecido, dormia sempre na Sá Ferreira, mas ontem, ele estava ali", lamenta.
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Para o taxista Figueiredo, de 63 anos, o que houve foi uma fatalidade. "Ele não parava, ele vivia andando pelas ruas e ontem estava parado ali. Não tem explicação para o que aconteceu. Ele não mexia com ninguém, era muito tranquilo. Tinha dia que ele passava com o caixote de banana, às vezes, manga. Ele estava sempre vendendo aqui pra gente no ponto."

Norma Souza, 51 anos, atendente de uma mercearia na Rua Bulhões de Carvalho ainda não acredita no que aconteceu. "Ontem, ele passou por aqui. A gente sempre comprava fruta dele. Ele não gostava que brincassem com o cabelo dele. Daí de tanto a gente brincar, ele cortou o cabelo dia desses", recorda.
"A gente ficava bravo que ele não usava máscara. Ele falava que máscara era pra quem estava doente e ele não estava. E aí, acontece uma coisa dessas com ele", completa Norma.
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Apesar de 'Tronco' ser uma figura conhecida no bairro de Copacabana, os moradores sabem muito pouco sobre ele. Uns dizem que ele se chama Miguel, outros que ele tem uma irmã na comunidade do Pavão-Pavãozinho. O vendedor tem mais de 50 anos e veio da Paraíba ainda jovem para o Rio de Janeiro.