Confronto aconteceu na Rodovia Rio-Santos, na altura de Itaguaí - Reginaldo Pimenta / Agência O DIA
Confronto aconteceu na Rodovia Rio-Santos, na altura de ItaguaíReginaldo Pimenta / Agência O DIA
Por Yuri Eiras
Rio - A operação que resultou na morte de 12 milicianos foi fruto de um monitoramento feito durante 15 dias pela Polícia Civil. Na noite desta quinta-feira (15), 12 milicianos desembarcaram de quatro veículos para entrar em confronto com os militares. A ação contou com 15 agentes da Polícia Rodoviária Federal e 15 da Coordenadoria de Operações Especiais (CORE).
"É uma ação delicada que tem que ser precisa. O confronto ocorreu porque eles desembarcaram do veículo", afirmou o delegado Rodrigo Oliveira, subsecretário de Planejamento e Integração Operacional da Polícia Civil.
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O único miliciano identificado até o momento é o Cabo Benê, líder da milícia de Ecko que atua em Itaguaí. "A gente conseguiu identificar o Benê por uma marca de nascença no braço. A gente não tem esse dado das identificações preciso, mas os corpos estão no Instituto Médico Legal (IML)".
Farmácia em Nova Iguaçu lavava dinheiro da milícia
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A força-tarefa da Polícia Civil e da Polícia Rodoviária Federal (PRF) continua nesta sexta-feira, horas depois da ação em Itaguaí que resultou em 12 milicianos mortos. Em coletiva de imprensa na Cidade da Polícia, o Subsecretário de Polícia Civil do Rio de Janeiro, Felipe Cury, afirmou que as operações, que visam a asfixiar o braço financeiro da organização, já estouraram até uma farmácia em Nova Iguaçu que vendia medicamentos controlados para lavar o dinheiro.
"A ação de hoje faz parte de mais uma operação da força-tarefa. A DRACO e as delegacias que têm atribuições de fiscalização estão asfixiando o braço financeiro da milícia. Já estouramos uma farmácia da milícia em Nova Iguaçu que vendia medicamento controlado, provedor de Gatonet da milícia, parcelamento de solo urbano, comércio ilegal de vans e mototáxis. Os milicianos atuam em várias frentes", afirmou o delegado Cury.