Por O Dia
O candidato a vice-prefeito pela coligação "O Rio tem opção" (PSL-PSD), delegado Fernando Veloso, defende uma atuação mais efetiva da Guarda Municipal na área de segurança pública, conforme está no plano de governo apresentado ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Em live promovida pelo projeto Sociedade Mais Segura, no Facebook, o ex-chefe da Polícia Civil reiterou a importância da implantação de setores armados na corporação e revelou o desejo de ver o Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope) responsável pelo treinamento dos agentes.

"A gente pretende começar com o que estou chamando de 'Bope da Guarda', que são os caras que estão preparados para qualquer coisa. Pretendo que os guardas sejam treinados no Bope, que façam lá as 630 horas de treinamento. A gente vai ter esse cara dentro da Guarda Municipal armado e preparado para qualquer tipo de ocorrência. Com o tempo a gente vai escolher uma área e vamos armar a Guarda daquela área, a partir do acompanhamento dos indicadores", explicou Veloso, que compõe a chapa com o deputado federal Luiz Lima.

Na opinião do delegado, as propostas vão trazer grandes benefícios para a população. "Temos vigilantes armados, temos segurança patrimoniais armados, e ninguém discute isso. Aí quando a gente começa a falar em Guarda Municipal armada, algumas pessoas criam polêmica. Mas a gente não precisa ter medo, ninguém precisa ter medo. Ter uma Guarda Municipal armada é inevitável, ainda mais em uma cidade tão grande com o Rio", afirmou Veloso. 

Com quase 30 anos de dedicação à Polícia Civil, além de ter uma grande experiência como gestor e empreendedor, Fernando Veloso avalia que o novo prefeito terá a missão de mudar o perfil dos sete mil agentes da Guarda Municipal. "Quero uma polícia municipal. Quero uma Guarda em outro patamar, onde o guarda seja respeitado como um agente público de segurança. Quero o núcleo de comando da Guarda fazendo parte do sistema de inteligência da cidade. Porque, hoje, quem está sabendo o que está acontecendo na rua é o guarda municipal. A gente não pode mais botar o guarda para ficar correndo atrás de camelô, para pegar bala Juquinha. O guarda tem inteligência para fazer diferente. A Guarda tem que ter um núcleo de inteligência e fazer parte do sistema de inteligência. Eu vou brigar por isso", completou.