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O principal foco da força-tarefa é o combate à milícia, que segundo relatório de inteligência da polícia atua, na Zona Oeste do Rio, principalmente nos bairros Campo Grande, Jacarepaguá, Paciência e Santa Cruz, em todas as cidades da Baixada Fluminense e em Itaboraí, na Região Metropolitana. O subsecretário recordou que esse tipo de atividade criminosa ganhou força há mais de 10 anos, na Zona Oeste do Rio, se aliando à política e vendendo currais eleitorais para conquistar eleitores para seus candidatos através de voto de cabresto.

"Tem-se um processo eleitoral em andamento e uma prioridade de ataque à milícia. Nesse momento, essas duas coisas convergem na mesma direção, que é justamente a gente impedir que haja esse tipo de voto de cabresto, que as pessoas sejam direcionadas a determinado tipo de voto por força do poder de armas que se fazem impor, seja em força do poderio financeiro. A prioridade de agora até o dia das eleições, serão as eleições", disse o subsecretário.

Este ano, o governo do estado não solicitou auxílio do Ministério da Defesa para que forças federais militares apoiem às eleições municipais. Durante a campanha, a força-tarefa da Polícia Civil estará acompanhando o trabalho dos candidatos que atuam nas regiões mapeadas. Rodrigo Oliveira garantiu que no dia da votação também será realizada uma operação presença nessas localidades.

"Nesse momento prévio, todos os departamentos estão envolvidos com as investigações que estão sendo centralizadas na Draco. A Subsecretaria de Inteligência também está produzindo uma série de relatórios, informações. Já estamos realizando algumas operações e, independente disso, no dia 15, a Polícia Civil vai estar com todo efetivo dela na rua, fazendo uma operação presença, para garantir o pleito eleitoral nas áreas que a gente entende serem sensíveis, que são as áreas de milícia", declarou.