Publicado 29/10/2020 19:56 | Atualizado 29/10/2020 22:12
Rio - A Polícia Civil indiciou oito pessoas pelo incêndio do Hospital Badim, na Tijuca, que aconteceu em setembro de 2019. Marcelo Vieira Dibo, Virgina de Figueiredo Marques, Norbert Bieberle, Alberto Drumond Roca, Lúcia de Cássia dos Reis Batista, Marcia Regina Pereira da Rocha, Jorge Luiz Buneder e João Luiz Buneder vão responder por homicídio doloso qualificado. Na ocasião, 23 pessoas morreram. A informação foi divulgada pelo RJTV e confirmada pelo DIA.
A investigação das causas do incêndio apontaram que as obras do hospital eram irregulares, que o sistema de prevenção de incêndio estava com defeito e que o plano de emergência para evacuar o prédio falhou. Os funcionários e pacientes dos andares mais altos não ficaram sabendo do incêndio a tempo para sair do prédio. A perícia indicou que o incêndio começou no gerador, que ficava no subsolo do hospital e não tinha proteção contra incêndio. Além disso, os tanques de armazenamento não estavam de acordo com as normas.
De acordo com a perícia, o fogo teria começado por causa de um curto-circuito no gerador do hospital. A fumaça teria subido para os outros andares, inclusive para o Centro de Tratamento Intensivo (CTI), pelos dutos de ar.
Ao menos 13 pessoas morreram no dia do incêndio e outras nove após o incidente. As vítimas morreram por causa da inalação de fumaça e por complicações pelo desligamento dos aparelhos.
Posição do hospital
O Hospital Badim se pronunciou, por meio de sua assessoria, lamentando as perdas e dizendo que vem se empenhando em minimizar os impactos causados às famílias das vítimas, já tendo estabelecido 13 acordos.
"O hospital sempre colaborou ativamente com as investigações. Portanto, está surpreso com a informação acerca da conclusão do inquérito e com o vazamento de seu conteúdo sem ter tido acesso ao mesmo. O Hospital Badim confia em uma melhor análise do Ministério Público e prestará todos os esclarecimentos após ter acesso aos autos."
"O hospital sempre colaborou ativamente com as investigações. Portanto, está surpreso com a informação acerca da conclusão do inquérito e com o vazamento de seu conteúdo sem ter tido acesso ao mesmo. O Hospital Badim confia em uma melhor análise do Ministério Público e prestará todos os esclarecimentos após ter acesso aos autos."
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