Entrega de aparelho de turista indiano ao consulado da Índia - Divulgação / Polícia Civil
Entrega de aparelho de turista indiano ao consulado da ÍndiaDivulgação / Polícia Civil
Por RAI AQUINO
Rio - Uma investigação da Delegacia de Atendimento ao Turista (Deat) recuperou nos últimos três meses cerca de 15 celulares que haviam sido roubados ou furtados de turistas na cidade do Rio de Janeiro. Todos os aparelhos estavam com pessoas que haviam comprado o equipamento de forma irregular. 
"A gente resolveu trabalhar na recuperação dos aparelhos para poder dar uma resposta melhor a esses crimes. Trabalhando na recuperação do bem e no indiciando dessas pessoas que estão com os celulares no crime de receptação dolosa ou culposa", conta a delegada Patrícia Alemany, titular da Deat.
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Dos aparelhos recuperados está o da filha do cônsul da Bolívia no Rio, Pablo Vladimir Rafael Sitic Vargas. Romina Sitic Cronembold teve seu iPhone 11 roubado no último dia 20 de outubro, quando estava na Rua Visconde de Pirajá, em Ipanema, na Zona Sul do Rio.
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"A gente conseguiu recuperar o celular dela na última quinta-feira, através de um trabalho de inteligência. O cônsul boliviano chegou a me mandar uma carta agradecendo pela recuperação do aparelho", relembra Alemany.
DIFICULDADES
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Ao longo da investigação, a delegada descobriu que a grande parte dos crimes praticados por turistas no Rio é sem violência. No caso de furto de celulares, Alemany percebeu a dificuldade da vítima em identificar o autor do crime.
"Geralmente o turista está na praia, vai mergulhar no mar e perde as coisas ou então está falando no telefone e passa alguém e pega o aparelho. Por isso, é muito difícil achar o assaltante, porque as vítimas não veem quem foi que as abordou e as câmeras na cidade precisam melhorar muito, são muito voltadas para as vias, ligadas ao trânsito", observa.
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Ainda segundo a delegada, muitos dos aparelhos que são roubados ou furtados na cidade acabam sendo vendidos em sites de compra e venda. Outros são repassados de pessoa para pessoa mesmo. Mas ela faz um alerta.
"Combatendo a receptação desses aparelhos, acabamos enfraquecendo o crime principal", pontua. "As pessoas devem observar a origem desses telefones antes de comprar, para não responderem pelo crime de receptação".
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O crime de receptação prevê pena de um a quatro anos de prisão.