Ronaldo foi um dos sacis do Sítio há 40 anos - Reprodução / TV Globo e Taize Lizarraga / Divulgação
Ronaldo foi um dos sacis do Sítio há 40 anosReprodução / TV Globo e Taize Lizarraga / Divulgação
Por RAI AQUINO
Rio - Quem hoje ouve o vozeirão de Ronaldo Gomes com seus de 54 anos cantando pagode atrás de pagode não imagina que há cerca de 40 anos, ele emprestava sua voz - e corpo - para dar vida a um dos sacis da primeira versão do Sítio do Picapau Amarelo. Cria da comunidade da Mangueirinha, em Duque de Caxias, Ronaldo viveu o Saci Lambão em episódios do seriado da Globo exibidos de 1979 a 1982.
"Deveria ter estudado mais. Fiquei nessa onde de correr atrás, mas não estudei legal. Poderia ter feito um curso de teatro para me aperfeiçoar", conta, apesar de só ter boas lembranças do personagem, que "fez muito sucesso". 
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Na época, para conquistar o papel de um dos sacis do "Sítio", Ronaldo fez teste com o saudoso Flávio Migliaccio, irmão da primeira Emília, Dirce Migliaccio. Antes, ele tinha feito figuração no seriado Plantão de Polícia, protagonizado por Hugo Carvana, e exibido de 1979 a 1981, também na Globo.
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PARCERIA COM ANDERSON LEONARDO
Depois dos trabalhos na TV, o morador da Baixada Fluminense continuou se dedicando à arte. Aos 22 anos, entrou, de forma inusitada, para o grupo de pagode Pra Pagodear.
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"Desde criança eu gostava de cantar e meu avô era minha inspiração. Até que em uma apresentação do grupo, pedi para dar uma palinha. Os caras ficaram encantados e me convidaram para fazer parte", relembra.
Com o Pra Pagodear, Ronaldo abriu shows de grandes grupos como Revelação, Pique Novo e Molejo. Recentemente, já com a carreira solo, gravou a música "Feito Para Você" com Anderson Leonardo, líder do Molejo (confira mais abaixo).
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"O pai dele é muito meu amigo e chegou a produzir o grupo Pra Pagodear. A gente sempre estava se falando, batendo papo até que ele topou gravar comigo", explica, dizendo que desde o ano passado é um dos puxadores da escola de samba Grande Rio, que é da cidade onde nasceu e vive. 
EMPRESA DE GRAXA
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Por causa da pandemia, o músico viu as apresentações diminuírem, tendo que dar maior atenção para a empresa de graxa que tem. É o que o mantém ativo, enquanto tudo não volta ao "normal". 
"Eu sempre trabalhei com produto para carro, silicone e glicerina, até que veio a graxa. Hoje, eu sou fabricante e vendo para vários lugares", detalha.
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Mas Ronaldo ainda tem o sonho de conseguir viver apenas da música. Quando a pandemia acabar, ele pensa em voltar a investir em rodas de samba. 
"Gosto muito de cantar e passar emoção para o publico. Mas é muito difícil fazer sucesso aqui no Brasil, mas desistir jamais", garante.