Tácio Muzzi, Superintendente da Polícia Federal, fala sobre a maior apreensão de cocaína do Rio de Janeiro
       - Estefan Radovicz/Agência O Dia
Tácio Muzzi, Superintendente da Polícia Federal, fala sobre a maior apreensão de cocaína do Rio de Janeiro Estefan Radovicz/Agência O Dia
Por Aline Cavalcante
Em coletiva realizada na tarde desta quarta-feira, após a apreensão de cerca de 2,5 toneladas de cocaína em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, a maior já feita da droga pura no estado do Rio de Janeiro e a quinta maior do Brasil, o Superintendente da Polícia Federal, Tácio Muzzi, disse que a PF tem trabalhado com três pilares de ação, além da apreensão de drogas: descapitalização de bens, prisão dos líderes da facções criminosas e interação com polícias internacionais. 

"Ao mesmo tempo que a polícia faz a apreensão da droga, que causa o maior impacto, temos focado em ações de descapitalização, no patrimônio do tráfico.  O segundo pilar é a prisão das lideranças dessas facções criminosas e o terceiro pilar é a cooperação policial internacional". 

O objetivo da descapitalização é evitar o fortalecimento de facções criminosas. "Estas apreensões, não só de drogas, de bens, veículos e dinheiro é para evitar que estas facções reinvistam e cresçam. Em âmbito nacional, ao longo desse ano, apesar da pandemia, tivemos também a apreensão de bens relacionados ao tráfico como dinheiro em espécie, aeronaves, veículos e imóveis, totalizando R$1,1 bilhão", relata Tácio Muzzi.

Sobre a apreensão das drogas em Duque de Caxias, o superintendente disse que o local onde a ação aconteceu funcionava como depósito e que a polícia chegou logo após o carregamento ter sido feito.

"Podemos dizer que a droga chegou por maneiras diferentes: por terra, meios marítimos e aéreos. Não sabemos qual destino ela teria, nem podemos dizer a qual facção criminosa a droga pertencia, ainda estamos investigando. Todo este material será incinerado. Este foi o início e meio de uma investigação importante que ainda continua".