Aulas remotas da rede municipal voltam nesta segunda-feira - Imagem/Internet
Aulas remotas da rede municipal voltam nesta segunda-feiraImagem/Internet
Por Bruno Gentile*
Rio - Depois de ver o número de casos e mortes pelo novo coronavírus aumentar nos últimos dias no Rio, o prefeito Marcelo Crivella anunciou, na manhã desta sexta-feira (4), novas medidas para conter o avanço da pandemia. Umas delas foi interromper, a partir da próxima segunda, as aulas das escolas municipais da capital fluminense. Mas, para o Sindicato Estadual dos Profissionais de Educação (Sepe), a decisão não é suficiente para evitar o agravamento da situação vivida pelos cariocas.
Isso porque a medida decretada pelo atual prefeito e por sua equipe científica não contempla o setor administrativo dos colégios, que, até o momento, continuará funcionando normalmente. Coordenadora e integrante da cúpula diretiva do Sepe, Duda Quiroga explica o descontentamento do sindicato com as resoluções dadas por Crivella.
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"Nós entendemos que se a gente luta a favor da vida, não é somente a de professores e estudantes, mas de todos os profissionais envolvidos com o ramo da educação. Então, se não é para ir os mestres e os alunos , da mesma forma, também não é para ir merendeira, secretária escolar, diretores e coordenadores. Ou seja, ninguém. O momento é de fechar as escolas por conta do aumento no número de casos e isso deve se estender a todos", comentou ela.
Em nota oficial, o Sepe comemorou a suspensão das aulas presenciais, afirmando que a medida "é uma vitória da pressão da categoria que entrou em greve pelo direito de proteger sua vida e de todos aqueles que lutaram para fechar escolas em que foram identificados casos de covid-19". Ainda de acordo com o comunicado, o sindicato "vai continuar reivindicando também a interrupção das atividades administrativas".
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*Estagiário sob supervisão de Thiago Antunes