Rebeca e Emily, mortas enquanto brincavam ao lado das mães - reprodução
Rebeca e Emily, mortas enquanto brincavam ao lado das mãesreprodução
Por Gabriel Sobreira
Rio – A Polícia Civil encontrou um fragmento de fuzil no corpo de uma das meninas mortas a tiros em Duque de Caxias, na sexta-feira (4). O material pode ser utilizado no confronto balístico com as armas utilizadas pelos policiais na noite em que as primas Rebeca Beatriz Rodrigues dos Santos, de sete anos, e Emily Victória Silva dos Santos, de quatro, foram vitimas de balas perdidas na comunidade Santo Antônio. "A gente não sabe se é um fragmento ou um projétil inteiro", afirma Rodrigo Mondego, advogado de defesa da família.
"Sendo projétil inteiro, teria mais chance de fazer o confronto balístico, já que não temos cartucho. De acordo com as testemunhas, os tiros foram feitos de dentro do carro da polícia e provavelmente os cartuchos caíram dentro do veículo", completa ele, que integra a Comissão de Direitos Humanos e Assistência Jurídica da OAB-RJ.
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Segundo o advogado, entre os próximos passos da investigação estão as oitivas de novas testemunhas no caso. "Estamos tentando convencer algumas pessoas a testemunhar, mesmo que participando do programa de proteção de testemunha, caso sintam necessidade. Além disso, o delegado deve também convocar outras testemunhas", conta Mondego.
Nesta terça-feira, três familiares prestaram depoimento. Foram ouvidos pela Polícia a avó da Rebecca, que também é tia da Emily, o pai da Rebeca e a mãe da Emily. Segundo a defesa, os depoimentos foram feitos pelo próprio delegado Uriel Alcântara, titular da Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense (DHBF).
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"Ele foi bastante cortes com a família. Iniciou os depoimentos dando uma saudação pela parte da Secretaria O Dia de Policia Civil falando do empenho para elucidar o caso. Foi bom porque deixou a família mais à vontade para falar. A gente agora está na expectativa da Polícia Civil conseguir mais provas, câmeras a serem averiguadas, além das testemunhas que serão ouvidas. A família tem confiança na polícia civil vai descobrir qual foi o agente que atirou nas meninas", frisa o advogado.