Evento de 'excursão' para tomar vacina em São Paulo já tem 50 interessados - REPRODUÇÃO FACEBOOK
Evento de 'excursão' para tomar vacina em São Paulo já tem 50 interessadosREPRODUÇÃO FACEBOOK
Por Yuri Eiras
Rio - Desde que o governo de São Paulo anunciou o plano de vacinação no estado a partir do dia 25 de janeiro, tem carioca comendobolacha e gritando 'vai, Corinthians!' pela janela. A informação de que as doses serão oferecidas aos habitantes de outros estados animou quem mora do lado de cá da Via Dutra. Tem até quem organize excursão, com direito a paradinha no santuário de Aparecida para agradecer a graça da imunização alcançada.
Carioca daqueles que desfilam em várias escolas no mesmo Carnaval, o fisioterapeuta Paulo Henrique Pereira, 41, criou, na base da gozação, o evento 'Excursão para tomar a vacina em SP'. A caravana virtual já soma mais de 50 amigos.
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"A excursão é uma brincadeira, um protesto, uma forma de dizer que queremos vacina e que o nosso estado está largado. Mas a vontade de tomar, a necessidade de voltar a ter vida normal, de poder visitar a mãe, que não vejo há quase um ano, isso é muito grande. Apesar de não concordar politicamente com o Dória, iria até São Paulo duas vezes, sim, para tomar as doses", afirmou o carioca, que é hipertenso.
"É claro que eu jamais iria organizar uma excursão, até porque estou tomando todos os cuidados. Não entraria num ônibus me expondo seis horas de viagem, mesmo que fosse para tomar vacina. Mas eu iria a São Paulo, sim, tomar vacina. Se houver possibilidade,iremos. Claro que a gente não vai pra lá de qualquer jeito. Existe protocolo.Mas não estou preocupado se a vacina é chinesa, se é russa. Acredito nos cientistas", pontuou Paulo Henrique.
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Paulo Henrique Pereira - ARQUIVO PESSOAL
Paulo Henrique PereiraARQUIVO PESSOAL
A invasão carioca em São Paulo, por enquanto, é na gozação. A JCA, empresa que comanda as viações 1001, Expresso do Sul e Cometa, ainda não registrou mudanças para as datas de imunização. Mas Romulo Prata, morador de Tanguá de 28 anos, chegou a procurar passagem de ônibus para o próximo do mês.
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"A partir de 25 de janeiro sempre amei São Paulo. Tenho amigos em Campinas, e se a vacina demorar no Rio, partiu São Paulo", brincou Prata. "Uns amigos paulistas provocaram dizendo que o Rio tem praia, mas Sampa tem vacina".
Romulo Prata - ARQUIVO PESSOAL
Romulo PrataARQUIVO PESSOAL
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Os brasileiros com menos de 60 anos, no entanto, vão precisar esperar. Segundo o calendário planejado pelo governo paulista, a primeira dose, no dia 25 de janeiro, aniversário da cidade de São Paulo, será oferecida a profissionais da saúde, indigenas e quilombolas; em 8/2, idosos com 75 anos ou mais; 15/2, idosos entre 70 a 74; 22/2, pessoas entre 65 e 69 anos; 1/3, pessoas entre 60 e 64 anos.
Ministério da Saúde diz ter plano nacional de imunização
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O anúncio de segunda-feira do governador de São Paulo, João Dória (PSDB), causou incômodo no governo federal, que até então não havia se manifestado sobre um plano nacional de imunização. Ontem, o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, disse que a vacinação da Pfizer/BioNTech pode começar entre dezembro e janeiro.
Em entrevista exclusiva à CNN, Pazuello explicou que se o governo federal fechar o contrato com a Pfizer e houver registro da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), o calendário será antecipado. "Se fecharmos o contrato com a Pfizer e se a Pfizer conseguir a autorização emergencial e a Pfizer nos adiantar alguma entrega, isso pode acontecer no final de janeiro ou em dezembro", afirmou.
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No Rio, grupo de trabalho é criado para organizar logística
O governador em exercício, Cláudio Castro (PSC), criou um grupo de trabalho para a aquisição, o planejamento, a implementação e o acompanhamento da vacinação em massa contra a covid-19 no Rio de Janeiro. A determinação está no Diário Oficial do estado desta quarta-feira. Pela manhã, Castro se reuniu com sua equipe para alinhar os planos para vacinar a população.
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O grupo que vai liderar o Plano de Imunização do Rio é composto de dois membros (um titular e um suplente) das secretarias de Casa Civil, Saúde; Planejamento e Gestão; Fazenda; Defesa Civil. A coordenação ficará a cargo do representado indicado pela pasta da Saúde. O estado do Rio de Janeiro já garantiu R$600 milhões para investir na vacinação.