Médica ficou com marcas das agressões espalhadas pelo corpo - Aquivo Pessoal
Médica ficou com marcas das agressões espalhadas pelo corpoAquivo Pessoal
Por O Dia
Rio - Os envolvidos no caso de agressão contra a médica Ticyana D’Azambuja no Grajaú, Zona Norte do Rio, terão que indenizar Marco Antônio Guimarães Cardoso e Juliana Castro Martins Cardoso. O casal foi agredido por Rafael Henrique Del Iudice Ferreira e Ester Mendes de Araújo, após tentar ajudar a médica em maio deste ano.
Após acordo em audiência nesta quinta-feira, o juiz do Tribunal de Justiça do Rio (TJRJ) André Ricardo Franciscis Ramos sentenciou Rafael a pagar indenização de danos materiais e morais a Marco Antônio no valor de R$ 10 mil. Já Ester, deve repassar R$ 2 mil para Juliana.
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Ainda segundo acordo entre as partes, Rafael fará o pagamento em quatro parcelas de R$ 2.500 a partir do dia 5 de janeiro. Já Ester se comprometeu a quitar o valor em quatro parcelas de R$ 500, também a partir do mesmo período. Os dois já haviam sido multados no valor de R$ 2.090,90 por realizarem uma festa em meio à pandemia de covid-19.
Relembre o caso
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A médica anestesista Ticyana Azambuja, de 35 anos, foi rendida por frequentadores de uma festa no bairro da Zona Norte do Rio no último dia 30 de maio. A profissional de saúde disse que na ocasião foi agredida por pelo menos cinco pessoas, dentre elas o PM do Batalhão de Polícia de Choque (BPChq) Luiz Eduardo dos Santos Salgueiro, 43.
Imagens de câmeras de segurança, que circulam nas redes sociais, mostram médica correndo pela rua para fugir dos agressores. Ela para um motociclista no meio da via, tenta subir no veículo, mas dois homens a impedem.
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Ticyana segura a moto, em busca de proteção, mas é agarrada pelos dois homens, arrastada e um deles lhe aplica o golpe "mata-leão". Várias pessoas observam a cena, mas não interferem.
Em entrevista ao DIA, a médica contou que o barulho da festa que estava acontecendo em sua vizinhança não a deixava dormir. Após ser ignorada pelos frequentadores para diminuir o volume do som, ela quebrou o retrovisor e o para-brisas traseiro do carro do PM para chamar a atenção deles.
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Os frequentadores, no entanto, partiram para cima da anestesista, que correu por cerca de 150 metros para não ser pega. Ela disse que foi agredida violentamente, ficando com várias manchas pelo corpo, além de ter braços e perna imobilizados.