Governador de São Paulo, João Doria (PSDB) e prefeito eleito do Rio, Eduardo Paes (DEM) anunciam acordo com o Instituto Butantan para a aquisição de vacinas para a vacinação contra a covid-19 no Rio - Reprodução Twitter
Governador de São Paulo, João Doria (PSDB) e prefeito eleito do Rio, Eduardo Paes (DEM) anunciam acordo com o Instituto Butantan para a aquisição de vacinas para a vacinação contra a covid-19 no RioReprodução Twitter
Por O Dia
Rio - O prefeito eleito do Rio, Eduardo Paes, recebeu críticas de apoiadores do presidente da República, Jair Bolsonaro, neste domingo, após anunciar um acordo com o governador de São Paulo, João Doria, para aquisição de vacinas produzidas pelo Instituto Butantan. "Vixe. Acho que sou um globalista", respondeu ele, em tom de brincadeira, com vários emojis. 
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A brincadeira de Paes remete ao conceito de "globalismo", usado por figuras da extrema-direita, como o escritor Olavo de Carvalho, para alimentar teorias da conspiração que defendem que organismos internacionais (como a ONU ou a OMS) são usados como instrumentos por uma suposta "esquerda global".
O prefeito eleito colocou emojis com as bandeirinhas da China, do Reino Unido, dos Estados Unidos e da Rússia - países que estão produzindo vacinas contra a covid-19 - e disse: "Não me peçam para tratar de forma séria gente esquisita. Espero que me entendam".
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Acordo com o Butantan
Paes e Doria assinaram, neste sábado, um termo de cooperação com o Instituto Butantan para a aquisição da vacina contra a covid-19 na cidade do Rio de Janeiro.
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O prefeito eleito ressaltou que pretende seguir o plano nacional de imunização, mas que está "preparando nossa rede de saúde para que ela possa atender os cariocas com a maior brevidade possível e sem riscos". Sem divulgar detalhes, como o número total de vacinas que será adquirido, ele disse ainda que o plano de enfrentamento contra a covid-19 no Rio será divulgado de forma mais detalhada no dia 28 de janeiro.
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Antes de realizar a reunião com o governador de São Paulo, ele já havia dito que não iria "politizar" a vacina. "O presidente tem as opiniões dele, mas assinou a medida provisória e está liberando os recursos", disse. "O que tenho dito é que o ideal é que se tenha um plano nacional de imunização. O Brasil sempre foi muito eficiente. Aliás, os planos nacionais de imunização contra a gripe, por exemplo, sempre foram produzidos pelo Butantan. Precisa-se de um entendimento e me parece que está surgindo. O que eu puder fazer, vou fazer", afirmou, em uma live realizada na última sexta-feira em seu Instagram.