Prefeito do Rio, Marcelo Crivella, durante inauguração de UTI pediátrica no Hospital Albert Schweitzer, em Realengo. Unidade está com pagamentos atrasadosReginaldo Pimenta / Agencia O Dia
Por Beatriz Perez
Publicado 09/12/2020 11:11 | Atualizado 09/12/2020 11:12
Rio - Em meio à saturação de leitos na Rede Municipal de Saúde com o aumento de casos da covid-19, milhares de funcionários estão com salário atrasado e vão trabalhar com incertezas. Profissionais de saúde contratados pela empresa pública RioSaúde, que administra 180 das 326 unidades da rede, estão com o salário de novembro atrasado. A situação se repete em algumas Organizações Sociais. É o caso da OS Cruz Vermelha que administra o Hospital Albert Schweitzer em Realengo, Zona Oeste do Rio. 
Só na Rio Saúde são 16 mil funcionários contratados que aguardam o pagamento referente ao mês de novembro e a segunda parcela do décimo terceiro. Esses profissionais atuam em 55,21% da Rede Municipal de Saúde. São Unidades de Pronto Atendimento (UPAs), Clínicas da Família e hospitais de referência, como os de Acari, o hospital de campanha do Riocentro e o Rocha Faria, em Campo Grande, Zona Oeste do Rio.
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O vereador Paulo Pinheiro (Psol), que compõe a Comissão de Saúde da Câmara Municipal do Rio, cobra que a Prefeitura identifique dinheiro para priorizar o pagamento dos funcionários. A folha mensal de pessoal da RioSaúde é de R$ 80 milhões, segundo o parlamentar.
"A alegação da Prefeitura é que não há mais dotação orçamentária para a Saúde, mesmo ainda faltando quinze dias para acabar o ano. Várias OSs também estão sem pagamentos. As pessoas estão indo trabalhar em desespero. Não têm dinheiro para pagar o aluguel e as contas da casa", ressalta o vereador.
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Para o parlamentar, a solução para o impasse deve vir por meio de um arresto promovido pelo Tribunal Regional do Trabalho. "A única maneira que vejo de o pagamento ser feito é o TRT fazer o mesmo que fez ano passado. Em 2019 o Tribunal mandou abrir as contas da Prefeitura e procurar recursos para pagar os profissionais das OSs", lembra Pinheiro.
Está marcada para a sexta-feira uma audiência dos sindicatos dos enfermeiros e dos médicos no TRT, que pretendem entrar em estado de greve.
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O vereador do Psol fez uma representação ao Ministério Público do Trabalho pedindo providências para que o pagamento seja normalizado.