João Maurício Correia Passos momentos antes do acidente - Reprodução
João Maurício Correia Passos momentos antes do acidenteReprodução
Por O Dia
Rio - O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ), por meio da Promotoria de Justiça Junto à 31ª Vara Criminal da Comarca da Capital, apresentou, nesta terça-feira, uma denúncia contra João Maurício Correia Passos, bombeiro militar, acusado de atropelar e matar Cláudio Leite da Silva na madrugada do dia 11 de janeiro, na Avenida Lúcio Costa, no Recreio dos Bandeirantes, Zona Oeste do Rio.
O MPRJ aponta que a imprudência de João Maurício, que dirigiu bêbado, conforme demonstram as imagens feitas instantes antes em posto de gasolina próximo ao local do atropelamento, bem como o termo de declaração que consta no processo, o fez perder o controle do veículo e atropelar a vítima, que pedalava sua bicicleta, normalmente, pela sua mão de direção. 
A denúncia destaca ainda que o bombeiro deixou de prestar socorro à vítima e não solicitou auxílio à autoridade pública, mesmo sendo possível fazê-lo. Ele se ausentou do local do acidente logo após o mesmo e, em seguida, veio a colidir novamente, tendo, então, abandonado o carro e continuado sua fuga a pé.
"Pelo exposto, o denunciado está incurso nas sanções penais do art. 302, § 1º, III e § 3º, do Código de Trânsito Brasileiro - praticar homicídio culposo na direção de veículo automotor. As penas previstas são de detenção, de dois a quatro anos, e suspensão ou proibição de se obter a permissão ou a habilitação para dirigir veículo automotor. Elas podem ser agravadas de 1/3 à metade, se o agente deixar de prestar socorro, quando possível fazê-lo sem risco pessoal, à vítima do acidente; e ainda se o agente conduz veículo automotor sob a influência de álcool ou de qualquer outra substância psicoativa (reclusão, de cinco a oito anos, e suspensão ou proibição do direito de se obter a permissão ou a habilitação para dirigir veículo automotor)", dizia parte do documento.