Profissionais da linha de frente estão entre as prioridades para receber dose - Daniel Castelo Branco
Profissionais da linha de frente estão entre as prioridades para receber doseDaniel Castelo Branco
Por HUGO PERRUSO
Além do Conselho Regional de Enfermagem do Rio de Janeiro (Coren-RJ), o Sindicato dos Enfermeiros (Sindenfrj) também recebeu denúncias de fura-filas na campanha de vacinação contra a covid-19. Por isso, abriu um canal em seu site para recolher todo o material para acionar o Ministério Público (MPRJ) e as secretarias de saúde.
No início do funcionamento do canal, na sexta-feira, o Sindenfrj recebeu nas primeiras quatro horas aproximadamente 70 formulários. A partir desta segunda-feira, começam a análise das denúncias, que podem ser feitas não apenas por enfermeiros, mas também por outras categorias.
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Segundo a presidente, Mônica Armad, o sindicato tem recebido denúncias variadas: de profissionais na linha de frente contra a covid que não receberam a vacina ou de pessoas que não estão no grupo prioritário e foram imunizadas, como funcionários de RH, administrativos, diretoria e dentistas. Entre que os locais onde houve problemas com a vacinação, foram apontados o PAM de Bangu, o Hospital Estadual Getúlio Vargas (Penha) e o Hospital Federal de Bonsucesso.
"Temos recebido denúncias de locais onde não houve controle em relação à vacina. As pessoas estão sendo preteridas por outras que não são da linha de frente. Sabemos que não tem vacina para todo mundo e as pessoas estão na disputa, mas é preciso respeitar. Também houve um caso de uma enfermeira que está de férias e não pôde ser vacinada, mas retorna agora em fevereiro e talvez não tenha mais dose", afirmou Mônica Armad.
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Na manhã deste domingo (24), a Prefeitura do Rio descartou as primeiras denúncias relacionadas a fura-filas. O secretário municipal de Saúde, Daniel Soranz, disse que todas as denúncias apuradas até o momento pela pasta eram contra profissionais que faziam parte, de fato, dos grupos prioritários. A checagem, no entanto, continua sendo realizada.
A Polícia Civil, através da Delegacia de Combate à Corrupção e Lavagem de Dinheiro (DCC-LD), também instaurou inquérito para apurar denúncias de compra de vacinas e de "profissionais de saúde coagidos a vacinar pessoas fora do grupo de risco".