Cedae - Tomaz Silva/Agência Brasil
CedaeTomaz Silva/Agência Brasil
Por O Dia
Rio - O Ministério Público e a Defensoria Pública do Rio abriram uma investigação sobre a situação água distribuída no estado. De acordo com o documento, os órgãos querem que não sejam mais considerados apenas os laudos feitos pela própria Companhia Estadual de Águas e Esgotos (Cedae).
Após um ano do problema que afetou a maioria dos cariocas, a geosmina está de volta no Rio de Janeiro. No dia 21 de janeiro, moradores de diversos bairros do Rio e da Baixada Fluminense voltaram a reclamar da qualidade da água oferecida pela Cedae. Eles relataram mau cheiro, gosto ruim e coloração escura.
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No dia 22 de janeiro, a Cedae informou que havia uma alteração na qualidade da água e que coletou amostras para análises e que os resultados completos dos testes. Além disso, destacou ter adotado medidas para reduzir o problema, como a aplicação de argila ionicamente modificada no trecho da Bacia do Guandu onde é feita a a captação para sua estação de tratamento. O produto reduziria a concentração de poluentes naquele ponto.
Já nesta quinta-feira (28), o resultado da análise feita na água constatou a presença de geosmina na Estação Guandu, responsável por abastecer a Região Metropolitana. Segundo o presidente da Cedae, Edes Fernandes de Oliveira, o laudo mostrou que houve uma alta repentina do composto químico a partir do dia 9 de janeiro.
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Ainda de acordo com Edes, a concentração de geosmina neste ano foi de 0,02 microgramas por litro, o que configura uma taxa 100 vezes menor do que no começo de 2020. Para resolver o transtorno da presença desse composto químico na distribuição, está sendo utilizado carvão ativado.
Após o resultado, a Cedae disse que a água distribuída no Rio de Janeiro se encontrada dentro dos padrões de "potabilidade e consumo". Além disso, ressaltou que os traços de geosmina/Mib eram em níveis muito baixos, o que explica as alterações de gosto e odor.