Na última semana, o secretário municipal de Educação, Renan Ferreirinha, demonstrou na Escola Municipal Pereira Passos, no Rio Cumprido, os protocolos sanitários adotados pela SME  - Estefan Radovicz / Agencia O Dia
Na última semana, o secretário municipal de Educação, Renan Ferreirinha, demonstrou na Escola Municipal Pereira Passos, no Rio Cumprido, os protocolos sanitários adotados pela SME Estefan Radovicz / Agencia O Dia
Por O Dia
Rio - A Secretaria Municipal de Educação do Rio (SME) afirmou que os profissionais da Educação serão os primeiros a serem vacinados logo após os idosos e pessoas com comorbidades no Rio. E, mediante ao anúncio de greve dos professores, a partir desta segunda-feira, contra o retorno às salas de aula, garantiu que não há evidências científicas que justifiquem, depois de quase um ano, continuar sem aulas presenciais.
Em nota, a SME disse que, quanto maior for o tempo de afastamento de uma criança da escola, maior é o risco para o seu desenvolvimento. Disse ainda, que o Comitê Especial de Enfrentamento da Covid-19, composto por diversos especialistas em Saúde, validou tanto o protocolo sanitário que será usado nas escolas municipais do Rio quanto a data do retorno presencial, marcada para 24 de fevereiro.
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"Decidimos a greve das atividades presenciais porque entendemos que não é possível este retorno até que todos os profissionais de educação estejam vacinados. Isso é para nossa proteção e dos nossos estudantes. Temos que entrar na fila de vacinação logo após os profissionais da Saúde, idosos e pessoas com comorbidades. Só assim será possível uma volta presencial, que é a forma mais democrática de conseguir construir o processo pedagógico", afirma Maria Eduarda Quiroga Pereira, 38, professora da rede municipal e secretária de assuntos educacionais do Sepe-RJ.
Volta presencial somente após a vacina
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A greve contra o retorno das atividades presenciais foi decidida no sábado (30), em um assembleia virtual. Entre as exigências feitas pelo Sindicato Estadual dos Profissionais do Rio (Sepe), está a prioridade para as equipes escolares na vacinação. Eles querem a imunização completa da classe antes da volta presencial ao trabalho.

O departamento jurídico do Sepe irá à Justiça contra a reabertura das escolas durante a pandemia da covid-19 e ajuizará todas as medidas cabíveis contra a volta presencial. A entidade afirmou que a reabertura das escolas representarão um maior risco à vida dos professores e demais servidores.

Planejamento da educação remota

Outra reinvindicação dos professores, é que a prefeitura faça um investimento para que as aulas remotas funcionem adequadamente.

"Não dá pra ser como foi em 2020. A pandemia não é mais uma surpresa para nós, é preciso alternativas. Temos propostas que apresentaremos ao governo para que esta educação remota funcione. Precisamos que os tablets, computadores, que foi prometido em campanha pelo atual prefeito, e internet cheguem para os profissionais de Educação e para os alunos", cobrou Maria Eduarda Quiroga.

Um milhão de máscaras doadas

A empresa BYD, multinacional de energia limpa e fabricante de veículos elétricos, doou à Secretaria de Educação um milhão de máscaras descartáveis. O secretário municipal de Educação, Renan Ferreirinha, ressaltou a importância da atitude, às vésperas da retomada das aulas.

"É um momento muito importante para a gente. Concluímos nosso plano de volta às aulas, depois de muito debate com uma equipe técnica, com especialistas, e validado com o comitê científico. O próximo passo é a implementação. Essa doação de máscaras para os profissionais de Educação significa que 53 mil profissionais na ativa terão a proteção adequada".