Na megaoperação realizada nesta quinta-feira, foram apreendidos mais de 780 mil cigarros ilegaisPolícia Civil / Divulgação
Por O Dia
Publicado 14/01/2021 15:39
Rio - A Força-Tarefa da Polícia Civil, montada para combater os principais braços de articulação da milícia do Rio, realizada nesta quinta-feira para impossibilitar o comércio ilegal de cigarros contrabandeados terminou com duas pessoas presas e outras 102 conduzidas à delegacia pelo crime de contrabando. O nome dos presos não foi divulgado.
Cerca de 300 agentes estiveram na Baixada Fluminense e em bairros da Zona Oeste da capital fluminense. Ao todo, foram apreendidos 783 mil cigarros ilegais, 40 máquinas caça-níqueis, além de grande quantidade de remédios desviados da rede pública. 
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Em dois meses de investigação a polícia mapeou 143 pontos de vendas do produto contrabandeado, a maioria em regiões dominadas por grupos paramilitares ligados ao miliciano Wellington da Silva Braga, o Ecko. Investigações da polícia o colocam à frente da maior milícia do estado, o 'Bonde do Ecko', antiga 'Liga da justiça'.
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De acordo com a Polícia Civil, o comércio de cigarros falsificados tem renda estimada em torno de R$ 12 milhões por mês. Segundo a Associação de Produtores de Cigarros, só no estado do Rio de Janeiro há perda de arrecadação de impostos de aproximadamente R$ 480 milhões por ano com a venda ilegal.
Enfermeira presa
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Segundo a Polícia Civil, uma técnica de enfermagem foi detida em flagrante com remédios e equipamentos médicos dentro de casa. O material, segundo a polícia, pode ter sido desviado Hospital Municipal Moacyr do Carmo, em Duque de Caxias, onde ela trabalha. 
De acordo com o delegado Maurício Demétrio, o alvo nesta casa era o irmão da mulher. Ele não foi localizado. Emília Marina da Costa foi levada para a Cidade da Polícia, no Jacarezinho.
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Em nota, a Prefeitura de Duque de Caxias, através da Secretaria Municipal de Saúde, confirmou que Emília Marina da Costa é técnica de enfermagem, estatutária e servidora da rede municipal de Saúde. Sobre a denúncia, a Prefeitura ressaltou que a direção do Hospital Municipal Dr Moacyr Rodrigues do Carmo, onde a funcionária trabalha, ainda não foi procurada, mas coloca-se à disposição para esclarecer e contribuir no que for preciso.
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