BRT
BRTDaniel Castelo Branco / Agência O DIA
Por O Dia
Rio - Após várias imagens de superlotação, falta de cumprimento de medidas restritivas e preventivas contra a covid-19 e o péssimo estado dos veículos que compõem o sistema BRT, o deputado Dionísio Lins (Progressista) vai solicitar à Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) a criação de uma força tarefa para acompanhar de perto o que será proposto e verificar as futuras mudanças que devem resultar da intervenção anunciada pela Prefeitura do Rio.
"Já tivemos uma intervenção no governo anterior que durou seis meses e ao final resultou apenas em um relatório mostrando o que a população já sabia. É de conhecimento de todos que hoje apenas 40% dos usuários pagam passagem, e os 60% restantes são de gratuidade e principalmente de pessoas que invadem as plataformas para viajar de graça, e o pior, acabam ocupando o assento daqueles que pagaram a passagem. Tudo isso acontece devido a ineficácia de uma segurança e fiscalização que já vem de longo tempo", explicou Dionísio.
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O deputado disse ainda que com o anúncio de uma possível anulação de contrato, a prioridade é a de se reforçar a fiscalização nas plataformas de embarque, evitando assim aglomerações em um momento crítico da pandemia. Ele vê também a importância da realização de uma Parceria Pública Privada (PPP) investindo e assegurando uma nova gestão do BRT, já que é de opinião dos usuários que o sistema se encontra hoje totalmente falido.
"Não adianta nesse momento fazer e praticar populismo. Temos sim é que investir no BRT e demais modais. Vale lembrar que o BRT foi criado pelo atual prefeito para servir a população. Ele precisa de gestão, mas de uma gestão de investimento. Com a palavra o prefeito da cidade", disse Dionísio.
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Na última quarta-feira, o prefeito Eduardo Paes anunciou que a prefeitura irá assumir o controle temporário do BRT. O município vai retirar o contrato da atual concessionária e deve fazer uma nova licitação. A bilhetagem eletrônica nos ônibus, feita pela concessionária, também mudará de mãos.
No BRT, o processo de transição entre a atual administradora e a prefeitura deve ser concretizado em até quatro semanas, segundo Paes. A partir daí, o município deve nomear um executivo para liderar o processo. Para o prefeito, responsável pelo início da operação do BRT na cidade, ainda na primeira gestão, em 2012, a concessionária atualmente "opera mal" e trata a população "como gado".
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"De forma amigável, vamos tirar o contrato de concessão dos três corredores, Transolímpica, Transoeste, e Transcarioca, além da TransBrasil (ainda em construção na Avenida Brasil). E a prefeitura pretende licitar novamente. Sairiam esses consórcios existentes. Nós vamos ter que viver um período de transição", explicou Paes, que também apontou falhas graves na circulação dos ônibus urbanos da cidade.
"Desde a campanha eleitoral temos tratado de maneira enfática o colapso do sistema de transporte de ônibus e BRT. O que a gente vem constatando há alguns anos é no chamado SPPO, os ônibus urbanos, que vive um sumiço de linhas. Hoje, 40% delas estão desaparecidas. Áreas da cidade estão descobertas, desprovidas de serviço de transporte. Em paralelo, completa ausência de ônibus prestando serviço noturno", comentou o mandatário.